AMD e OpenAI firmam aliança estratégica em chips de IA

Introdução A corrida por poder computacional nunca foi tão intensa quanto em 2025. À medida que o avanço da inteligência artificial redefine indústrias inteiras, os chips que sustentam esse ecossistema tornam-se ativos estratégicos de valor incomensurável. O mais recente capítulo dessa disputa foi escrito pela AMD e pela OpenAI, que anunciaram um acordo bilionário para fornecimento de aceleradores de IA com potencial para reconfigurar o equilíbrio de poder no mercado dominado pela Nvidia. O compromisso prevê que a OpenAI adquira até 6 gigawatts em aceleradores da AMD nos próximos cinco anos, com o primeiro lote baseado na GPU Instinct MI450, prevista para o segundo semestre de 2026. Mais do que uma transação comercial, esse acordo reflete a transformação estrutural da infraestrutura de IA — onde a inferência passa a ser o motor econômico central, e a dependência tecnológica torna-se uma vulnerabilidade estratégica. Empresas que não compreenderem as implicações dessa aliança correm o risco de perder competitividade em um mercado em que o controle sobre a capacidade de processamento equivale a dominar o próprio ciclo de inovação. Este artigo aprofunda o contexto, as motivações e as implicações técnicas e empresariais dessa parceria. O problema estratégico: escassez e dependência tecnológica Nos últimos anos, o mercado global de IA enfrentou um problema recorrente: a escassez crônica de GPUs capazes de atender à demanda crescente por treinamento e inferência de modelos de larga escala. A Nvidia, líder incontestável no segmento, viu suas receitas crescerem quase sete vezes em quatro anos, alcançando US$ 130,5 bilhões em 2025. Esse domínio, porém, criou uma dependência estrutural que limita a expansão de empresas emergentes de IA, incluindo a própria OpenAI. Do ponto de vista estratégico, depender de um único fornecedor representa um risco de concentração inaceitável. A Nvidia, mesmo com sua capacidade industrial sem precedentes, não consegue atender à demanda insaciável por aceleradores de IA, criando gargalos que comprometem cronogramas e aumentam custos de operação. Esse cenário levou a OpenAI a diversificar suas fontes de hardware — primeiro com Broadcom e agora com AMD — em busca de resiliência e autonomia tecnológica. Além disso, o foco crescente na inferência de IA — ou seja, na execução prática de modelos em ambiente produtivo — exige arquiteturas otimizadas para eficiência energética e densidade computacional. Essa transição impõe novas exigências aos fornecedores de chips e redefine o que significa “liderança” em aceleração de IA. Consequências da inação Ignorar a necessidade de diversificação de hardware e de investimentos em capacidade de inferência é uma aposta perigosa. A falta de alternativas à Nvidia não apenas cria vulnerabilidade operacional, mas também limita o poder de negociação das empresas consumidoras de chips, concentrando inovação e margem de lucro em um único polo. Para provedores de nuvem, como Microsoft, Google e Meta, a ausência de fornecedores alternativos significa custos crescentes e menor flexibilidade arquitetônica em seus data centers. Para a OpenAI, o impacto é ainda mais direto: sem acesso contínuo a chips de alto desempenho, sua capacidade de oferecer inferência comercial em escala — base de sua receita futura — ficaria comprometida. A consequência estratégica seria dupla: estagnação tecnológica e perda de vantagem competitiva. Em mercados guiados por ciclos rápidos de aprendizado e adaptação, atrasos de meses podem significar anos de desvantagem acumulada. Fundamentos da solução: o papel do MI450 No centro do acordo entre AMD e OpenAI está o Instinct MI450, sucessor da série MI300X, projetado para competir diretamente com os superchips Vera Rubin da Nvidia. A arquitetura do MI450 incorpora avanços em memória de alta largura de banda (HBM4) e densidade de processamento, oferecendo até 432 GB de memória e desempenho superior a 40 PFLOPs em FP4. Essas especificações representam mais do que um salto técnico — são a base de uma nova geração de infraestrutura de inferência, projetada para maximizar throughput, reduzir latência e otimizar consumo energético. Comparado ao Vera Rubin, com 288 GB de HBM4 e 50 PFLOPs, o MI450 oferece uma proposta de equilíbrio entre eficiência, escalabilidade e custo total de propriedade (TCO). Do ponto de vista empresarial, o MI450 posiciona a AMD como uma alternativa concreta em um mercado até então monopolizado. Essa pluralidade de oferta pode catalisar um ciclo virtuoso de inovação, reduzindo preços e aumentando o acesso a tecnologias de ponta para novas empresas e centros de pesquisa. Implementação estratégica: arquitetura e impacto empresarial Implementar o MI450 em escala requer mais do que integração de hardware — envolve planejamento arquitetônico e reengenharia de workloads. As cargas de trabalho de inferência demandam otimização de pipelines de dados, suporte a formatos quantizados como FP4 e integração com frameworks como PyTorch e TensorRT. A AMD, historicamente atrás da Nvidia nesse ecossistema, vem investindo em camadas de software e bibliotecas abertas que reduzam essa distância. Para a OpenAI, a adoção estratégica da linha Instinct representa um movimento de diversificação inteligente. Ao construir infraestrutura com múltiplos fornecedores, a empresa reduz o risco de interrupções de fornecimento e aumenta a resiliência operacional. Além disso, cria condições para testar arquiteturas híbridas, combinando chips AMD e Nvidia de acordo com o perfil de cada workload. Essa abordagem também tem implicações financeiras. A troca por warrants equivalentes a 10% das ações da AMD consolida uma relação de longo prazo, alavancando valor para ambas as partes: a AMD garante demanda previsível e legitimidade no mercado de IA, enquanto a OpenAI obtém prioridade em fornecimento e acesso antecipado a novas gerações de chips. Melhores práticas avançadas e desafios técnicos Embora a adoção do MI450 represente uma oportunidade, sua integração não está isenta de desafios. O principal deles é o ecossistema de software. O domínio da Nvidia não se deve apenas à superioridade de hardware, mas à maturidade do CUDA e de seu stack completo de ferramentas, otimizadas para cada geração de GPU. A AMD precisa consolidar sua plataforma ROCm como um ambiente robusto, compatível e eficiente para execução de cargas de inferência de larga escala. Para isso, empresas como a OpenAI tornam-se parceiras críticas na validação de performance, escalabilidade e interoperabilidade. Cada avanço obtido nesse contexto representa um

Review NAS QNAP TS-133

QNAP TS-133: NAS pessoal inteligente para backup e nuvem privada O QNAP TS-133 redefine o conceito de NAS de entrada ao combinar desempenho, simplicidade e recursos avançados de inteligência artificial em um único dispositivo. Muito além de um simples armazenamento, ele oferece nuvem pessoal, backup seguro e proteção contra ransomware, atendendo usuários domésticos e pequenos escritórios que buscam produtividade, segurança e centralização de dados. Introdução O cenário empresarial e doméstico atual é marcado por um crescimento exponencial de dados digitais. Fotografias em alta resolução, vídeos 4K, documentos críticos de trabalho e fluxos constantes de colaboração online exigem soluções de armazenamento que sejam seguras, escaláveis e acessíveis. Nesse contexto, confiar apenas em dispositivos locais — como notebooks e smartphones — representa um risco significativo, tanto em termos de perda de dados quanto de segurança. É aqui que entra o QNAP TS-133, um NAS compacto, acessível e repleto de funcionalidades estratégicas. Projetado para iniciantes e usuários domésticos, mas com robustez suficiente para pequenos escritórios, ele alia simplicidade de uso com tecnologias normalmente vistas em soluções corporativas, como snapshots contra ransomware, autenticação multifator e aceleração de inteligência artificial por NPU. Ignorar soluções desse tipo significa conviver com riscos diários de perda de dados, altos custos de armazenamento em nuvem pública e falta de controle sobre informações sensíveis. Este artigo explora em profundidade o valor estratégico do TS-133, seus recursos técnicos e as implicações práticas de sua adoção. Problema estratégico: a gestão descentralizada de dados Em casas e pequenas empresas, é comum que os arquivos estejam espalhados em múltiplos dispositivos — notebooks, smartphones, HDs externos, serviços de nuvem pública. Esse modelo descentralizado gera desafios importantes: dificuldade em localizar documentos, vulnerabilidade a ataques cibernéticos, custos recorrentes de serviços em nuvem e ausência de uma estratégia consistente de backup. Do ponto de vista de negócio, essa dispersão compromete a produtividade. Colaboradores gastam tempo duplicando arquivos, enviando anexos e recuperando versões antigas de documentos. Além disso, o risco de perda de dados aumenta com falhas de hardware, exclusões acidentais ou ransomware. A falta de governança de informação se traduz em vulnerabilidade competitiva. O desafio estratégico não é apenas armazenar, mas garantir acesso rápido, seguro e centralizado, com recursos de automação e inteligência que otimizem a gestão de dados. Essa é a lacuna que o QNAP TS-133 busca preencher. Consequências da inação Manter a lógica de armazenamento fragmentado traz custos invisíveis. Em primeiro lugar, há o custo financeiro: assinaturas de múltiplos serviços de nuvem, aquisição de HDs externos e manutenção de dispositivos redundantes. Em segundo lugar, há o custo operacional: tempo gasto em buscas por arquivos, dificuldades de colaboração e falhas em sincronização de dados. Mais grave ainda é o risco de segurança. Sem um mecanismo robusto de proteção, dados pessoais e profissionais ficam expostos a ataques de ransomware, malware e acessos não autorizados. A ausência de snapshots, por exemplo, significa que uma infecção pode tornar arquivos permanentemente inacessíveis. Empresas que ignoram esse problema correm risco direto de interrupção de operações, perda de confiança de clientes e prejuízos financeiros. No ambiente doméstico, a consequência é a perda irreparável de memórias digitais — fotos, vídeos e documentos pessoais. Fundamentos da solução: a arquitetura do QNAP TS-133 Processador ARM Cortex-A55 e NPU dedicada No núcleo do TS-133 está um processador ARM® Cortex-A55 quad-core de 64 bits a 1,8 GHz, acompanhado de 2 GB de RAM. Essa configuração garante desempenho consistente para aplicações cotidianas, mas o diferencial está na unidade NPU (Neural Processing Unit). Essa arquitetura permite acelerar tarefas de inteligência artificial, como reconhecimento facial e categorização de fotos, liberando a CPU para outras funções. Essa combinação é particularmente estratégica em cenários multimídia, onde milhares de imagens precisam ser processadas e organizadas. Com a NPU, o reconhecimento facial no aplicativo QuMagie é até seis vezes mais rápido que em dispositivos sem essa aceleração. Design minimalista com foco em eficiência Compacto e discreto, o TS-133 é projetado para integrar-se a qualquer ambiente, seja doméstico ou de escritório. Sua ventoinha silenciosa e eficiente garante equilíbrio entre desempenho e baixo ruído, permitindo uso contínuo sem impacto no ambiente de trabalho ou lazer. Sistema operacional QTS 5 O QTS 5 é o coração da experiência de uso, oferecendo uma interface intuitiva, responsiva e alinhada a práticas modernas de segurança. Com kernel atualizado, interface mais clara e recursos como quadro de informações na instalação inicial, o QTS 5 reduz barreiras técnicas para usuários iniciantes, ao mesmo tempo em que oferece ferramentas avançadas para administradores mais exigentes. Implementação estratégica Backup e sincronização A função central do TS-133 é servir como um hub de backup. Ele suporta NetBak Replicator em Windows, Time Machine em macOS e upload automático de fotos em dispositivos móveis com os apps Qfile e QuMagie. Essa integração garante que cada dispositivo da casa ou escritório esteja constantemente protegido contra perda de dados. Além disso, o Hybrid Backup Sync permite cópia de segurança de dados para múltiplas nuvens (Google Drive, myQNAPcloud, entre outros), assim como replicação para outro NAS remoto. Essa flexibilidade cria uma estratégia de proteção em camadas, fundamental contra falhas locais ou ataques cibernéticos. Proteção contra ransomware Um diferencial crítico é a inclusão de snapshots. Tradicionalmente restritos a NAS corporativos, eles agora estão presentes no TS-133, permitindo restaurar o sistema a um estado anterior em caso de ataque de ransomware ou exclusão acidental. Isso representa uma barreira poderosa contra perda irreversível de dados. Multimídia e produtividade Com suporte a ARM NEON, o TS-133 acelera processamento de vídeo e se posiciona como um verdadeiro centro de entretenimento. Integra-se com DLNA, Chromecast, Apple TV e Fire TV, transformando-se em um servidor multimídia pessoal. Para profissionais criativos, ele também atua como repositório para arquivos RAW de alta resolução e vídeos 4K. Melhores práticas avançadas Segurança multicamadas O TS-133 suporta autenticação multifator, bloqueio de IP, criptografia AES-NI 256 bits e firewall avançado (QuFirewall). Em conjunto com o QVPN, possibilita criar túneis VPN seguros para acesso remoto. Essas práticas reduzem significativamente a superfície de ataque, mesmo em ambientes domésticos. Expansão de armazenamento A escalabilidade também é contemplada.

Review NAS QNAP TS-264

QNAP TS-264: NAS 2,5GbE para desempenho empresarial seguro e escalável O QNAP TS-264 redefine o conceito de NAS compacto ao combinar conectividade 2,5GbE, suporte a SSD cache, escalabilidade de armazenamento e recursos avançados de backup e segurança. Neste artigo, analisamos em profundidade como este modelo pode transformar estratégias de armazenamento e colaboração em ambientes corporativos. Introdução O mercado de armazenamento corporativo vive uma transição acelerada. A crescente demanda por desempenho em multitarefas, backup de dados críticos e colaboração em tempo real exige soluções que conciliem velocidade, segurança e flexibilidade. Nesse cenário, os servidores NAS ganharam protagonismo ao substituir infraestruturas de armazenamento legadas por plataformas escaláveis, acessíveis e com alta disponibilidade. O QNAP TS-264 surge como um ponto de inflexão nesse movimento. Equipado com conectividade 2,5GbE, suporte para RAID, cache em SSD M.2 e possibilidade de expansão via PCIe, este modelo não é apenas uma solução de armazenamento: é uma plataforma unificada para backup, virtualização, vigilância e inteligência artificial. Sua proposta é atender desde pequenas e médias empresas até departamentos de grandes corporações que precisam de desempenho sem comprometer a segurança dos dados. Ignorar a evolução para NAS de 2,5GbE ou subestimar a importância de recursos como snapshots, criptografia AES-NI e suporte a QuTS hero pode colocar organizações em desvantagem competitiva. Custos de downtime, risco de perda de dados e gargalos em operações críticas tornam a decisão pela modernização inevitável. Este artigo analisa em profundidade como o QNAP TS-264 responde a esses desafios. Problema Estratégico: Limitações do Armazenamento Convencional A maioria das empresas ainda utiliza NAS com conectividade Gigabit, muitas vezes suficiente em cenários anteriores, mas hoje incapaz de acompanhar fluxos de dados intensivos em ambientes corporativos modernos. Essa limitação se torna evidente em operações como backup massivo de máquinas virtuais, colaboração em edição de mídia ou análise de grandes volumes de dados. Além da velocidade, há um problema estrutural: soluções tradicionais não oferecem resiliência de dados com integridade ponta a ponta, tampouco funcionalidades avançadas de cache em SSD ou integração nativa com nuvem. Como resultado, processos críticos ficam expostos a riscos de downtime, ataques de ransomware ou lentidão em cargas de trabalho que exigem latência mínima. Para organizações que dependem da continuidade operacional, a inércia na modernização da infraestrutura de armazenamento se traduz em custos invisíveis — seja na forma de perda de produtividade, seja em gastos emergenciais com recuperação de dados. Consequências da Inação Adiar a transição para soluções como o TS-264 expõe empresas a uma série de riscos estratégicos. Em primeiro lugar, a incapacidade de lidar com tráfego de rede acima de 1GbE cria gargalos que comprometem fluxos de trabalho colaborativos e aplicações críticas. Equipes de design, engenharia ou análise de dados tornam-se dependentes de transferências lentas, impactando prazos e resultados. Outro ponto crítico é a segurança. Ambientes baseados em hardware legado carecem de recursos como snapshots instantâneos, replicação inteligente ou criptografia acelerada por hardware. Isso significa que, diante de um ataque de ransomware, a recuperação pode ser parcial ou impossível, resultando em perda irreversível de informações estratégicas. Por fim, há o custo oculto de escalabilidade limitada. Ao não investir em um NAS moderno com suporte a expansão via PCIe e unidades adicionais, a organização acaba presa em ciclos de substituição caros e ineficientes. Fundamentos da Solução com o QNAP TS-264 O QNAP TS-264 foi projetado para superar exatamente esses gargalos. Seu primeiro diferencial está na conectividade: com duas portas 2,5GbE, oferece até 589 MB/s em modo Port Trunking, rivalizando com soluções de 10GbE de entrada, mas a um custo mais acessível. No núcleo do sistema, o processador Intel Celeron N5095 quad-core garante capacidade multitarefa robusta, apoiado por 8 GB de memória DDR4 e GPU integrada Intel UHD Graphics. Essa arquitetura permite lidar simultaneamente com backup massivo, transcodificação de vídeo e execução de serviços em nuvem privada. A camada de armazenamento também é estratégica. O TS-264 suporta até 24 TB em RAID 1 e ainda pode ser expandido para 280 TB por meio da unidade TL-D1600S. Além disso, com duas ranhuras M.2 NVMe para cache e suporte ao Qtier, garante que dados mais acessados sejam priorizados em SSD, elevando a performance de aplicações críticas. Implementação Estratégica Escolha do Sistema Operacional Um diferencial do TS-264 é a possibilidade de operar tanto com o QTS 5 quanto com o QuTS hero. O QTS oferece simplicidade e performance para uso geral, enquanto o QuTS hero, baseado em ZFS, acrescenta deduplicação, compressão inline e proteção WORM — recursos cruciais para ambientes que demandam máxima integridade de dados. Expansão via PCIe O slot PCIe Gen 3 x2 permite instalação de placas de expansão que ampliam o horizonte da solução. Entre as opções, destacam-se: placas QM2 (que adicionam portas 10GbE e SSDs adicionais), adaptadores Wi-Fi 6 para acesso sem fio e placas de rede dedicadas para 10GbE, permitindo ao TS-264 atingir até 1644 MB/s de leitura. Backup e Recuperação No campo de backup, o TS-264 integra soluções como Hybrid Backup Sync, Boxafe (para Google Workspace e Microsoft 365) e suporte a snapshots. Isso significa que empresas podem consolidar cópias de segurança de VMs, servidores físicos e serviços SaaS em uma única plataforma, reduzindo custos e aumentando resiliência. Melhores Práticas Avançadas Uso de Cache em SSD Configurar as ranhuras M.2 como cache de leitura/gravação é essencial em cenários de alta IOPS, como bancos de dados e aplicações de analytics. Para cargas mistas, o Qtier automatiza a movimentação de dados, garantindo equilíbrio entre desempenho e custo. Virtualização e Containers O TS-264 integra Virtualization Station e Container Station, permitindo hospedar VMs Windows/Linux ou microsserviços em Docker e LXD. Para departamentos de TI, isso significa consolidar workloads em um único appliance sem investimento adicional em servidores dedicados. Segurança em Camadas A segurança vai além da criptografia. Recursos como autenticação em dois fatores, QuFirewall, antivírus integrado e monitoramento de discos com IronWolf Health Management garantem proteção contínua. Isso cria um ambiente de governança alinhado às melhores práticas de compliance. Medição de Sucesso A adoção do TS-264 deve ser acompanhada por métricas claras. Entre as principais, destacam-se: Throughput Sustentado:

O futuro da IA na ciência: inovação e descobertas estratégicas

O Futuro da IA na Ciência: Impulsionando Descobertas e Inovação Estratégica Organizações em todo o mundo estão intensificando iniciativas para aproveitar os avanços da inteligência artificial (IA), inclusive na comunidade científica. A IA não é mais apenas uma ferramenta de automação; ela se tornou um catalisador estratégico capaz de transformar como pesquisadores abordam problemas complexos, otimizam processos e exploram novas fronteiras do conhecimento. Contextualização Estratégica e Desafios Críticos A revolução da IA generativa, iniciada com o ChatGPT em 2022, mudou fundamentalmente a percepção de capacidade computacional aplicada à ciência. O entusiasmo inicial sobre modelos de linguagem de grande porte (LLMs) levantou a hipótese de que sistemas massivos de IA poderiam, eventualmente, responder questões científicas não triviais. Organizações como o Consórcio Trillion Parameter (TPC) propuseram metas ambiciosas, incluindo a criação de modelos de fronteira abertos e infraestrutura de dados compartilhada. No entanto, surgiram desafios críticos. O chamado “muro de escalonamento” demonstrou que simplesmente aumentar o número de parâmetros de um LLM não garante retorno proporcional em desempenho científico. Além disso, o suprimento limitado de dados de treinamento, gargalos de arquitetura de GPU e o alto custo de treinamento tornam a escalabilidade prática extremamente complexa. Consequências da Inação ou Implementação Inadequada Ignorar a integração da IA na pesquisa científica pode resultar em atrasos significativos em inovação e competitividade. Pesquisadores que não adotarem ferramentas de IA enfrentam maior tempo para experimentação, maior risco de erros humanos e menor capacidade de lidar com volumes massivos de dados científicos. Além disso, a falta de infraestrutura compartilhada limita a colaboração interinstitucional, impedindo avanços estratégicos em áreas críticas como modelagem climática, descoberta de medicamentos e ciência de materiais. Fundamentos da Solução: Modelos de IA e Raciocínio Científico O avanço científico orientado pela IA depende de fundamentos técnicos sólidos. Modelos de raciocínio, por exemplo, são projetados para executar tarefas cognitivas complexas: criar hipóteses, planejar e executar experimentos e analisar resultados. Diferente dos LLMs tradicionais, eles podem integrar dados experimentais em tempo real, aprendendo padrões e inferindo insights científicos que aceleram ciclos de pesquisa. Além disso, a criação de um modelo de fronteira aberto pelo TPC permite que toda a comunidade científica contribua e utilize uma base comum de dados e algoritmos. Essa abordagem não apenas democratiza o acesso à tecnologia, mas também garante maior transparência, auditabilidade e validação científica em experimentos de larga escala. Arquitetura e Infraestrutura Para suportar esses modelos, é essencial uma infraestrutura de dados e computação compartilhada. Servidores de alto desempenho, clusters de GPUs, armazenamento de alta velocidade e ferramentas de middleware são integrados para permitir experimentos contínuos e escaláveis. A interoperabilidade com laboratórios, sensores e instrumentos é crucial, garantindo que os modelos possam consumir dados em tempo real e gerar feedback acionável de forma eficiente. Implementação Estratégica A implementação bem-sucedida de IA na ciência exige abordagem metodológica cuidadosa. Primeiramente, dados científicos devem ser curados e padronizados. Em seguida, modelos de raciocínio precisam ser treinados e ajustados para domínios específicos. Finalmente, sistemas de IA de ponta são testados e validados em cenários de pesquisa real, com monitoramento contínuo de desempenho e métricas de sucesso. Considerações Críticas É fundamental avaliar trade-offs entre escala de modelo, custo computacional e precisão científica. Modelos maiores nem sempre garantem melhores resultados, e alucinações de IA podem comprometer conclusões. Estratégias de mitigação incluem validação cruzada com dados experimentais, pipelines de revisão por pares automatizados e auditoria contínua de resultados gerados por IA. Melhores Práticas Avançadas Cientistas que adotam IA devem seguir práticas avançadas de integração tecnológica. Isso inclui: uso de modelos híbridos que combinam raciocínio simbólico com aprendizado profundo; integração de sistemas de IA com workflows laboratoriais existentes; e utilização de pipelines de dados replicáveis e auditáveis. A ênfase está sempre em garantir que a IA amplifique, e não substitua, o raciocínio humano crítico. Medição de Sucesso O sucesso da IA na ciência deve ser medido por métricas qualitativas e quantitativas, incluindo tempo de descoberta reduzido, aumento da reprodutibilidade experimental, precisão na modelagem preditiva e capacidade de gerar novas hipóteses testáveis. Indicadores de adoção, colaboração interinstitucional e impacto científico também são essenciais para avaliar retorno estratégico. Conclusão A IA não é a solução mágica para todos os desafios científicos, mas representa uma alavanca poderosa para acelerar a pesquisa e inovação. Organizações que implementarem modelos de raciocínio, infraestrutura compartilhada e sistemas de fronteira abertos estarão melhor posicionadas para transformar dados em descobertas significativas. Embora a inteligência artificial geral ainda seja uma meta distante, o uso estratégico de IA permite avanços substanciais em eficiência, precisão e inovação científica. O futuro da pesquisa científica será definido por como a comunidade científica integra tecnologia, criatividade e colaboração para enfrentar os desafios mais complexos do conhecimento humano. Próximos passos incluem o investimento em treinamento de modelos de raciocínio específicos de domínio, integração de infraestrutura de dados compartilhada e desenvolvimento de sistemas de avaliação robustos, garantindo que a IA impulsione de forma responsável e estratégica a evolução da ciência.  

Mercado global de HPC e IA: análise estratégica 2025

Mercado global de HPC e IA: crescimento, números e tendências estratégicas O mercado de HPC (High Performance Computing) e Inteligência Artificial (IA) vive uma transformação sem precedentes, impulsionada pelo crescimento acelerado das cargas de trabalho de IA e pela crescente interdependência entre ciência de dados, simulação científica e inovação empresarial. Em 2024, segundo dados da Hyperion Research e da Intersect360, o setor atingiu cerca de US$ 60 bilhões, estabelecendo novos patamares de investimento em infraestrutura tecnológica crítica. Introdução: o papel estratégico do HPC e da IA A HPC, tradicionalmente associada a supercomputadores em laboratórios científicos e centros de pesquisa, passou a ter um papel central no avanço da IA generativa e empresarial. A convergência desses dois campos cria não apenas oportunidades técnicas, mas também dilemas estratégicos para organizações que precisam equilibrar investimentos em infraestrutura, governança de dados e competitividade global. Ignorar ou adotar tardiamente soluções em HPC e IA implica riscos claros: perda de produtividade em pesquisa, atraso em inovação industrial e desvantagem competitiva em setores emergentes como energia, farmacêutico e manufatura avançada. Assim, compreender os números e dinâmicas de mercado é mais do que um exercício estatístico – é uma bússola para decisões estratégicas de investimento. Neste artigo, exploramos em profundidade os dados de mercado divulgados por Hyperion Research e Intersect360, analisamos os principais fornecedores, tendências como exascale e IA soberana, e avaliamos implicações estratégicas para empresas e instituições. Problema estratégico: a pressão por infraestrutura escalável A principal tensão que organizações enfrentam hoje é o dilema entre infraestrutura local e soluções em nuvem. De acordo com a Hyperion, servidores locais representaram 42% dos gastos globais em 2024 (US$ 25 bilhões), enquanto a nuvem respondeu por apenas 15% (US$ 9 bilhões). Apesar do discurso recorrente de migração para nuvem, o crescimento mais acelerado ocorreu no modelo local, que registrou aumento anual de 23,4% – o maior em mais de duas décadas. Essa pressão por infraestrutura escalável não se limita a volumes de dados crescentes, mas envolve também requisitos de latência, soberania digital e otimização de custos em longo prazo. A nuvem oferece elasticidade, mas o controle e a previsibilidade de sistemas locais se mostram decisivos em setores que lidam com cargas críticas como simulação científica, energia e defesa. Consequências da inação: riscos competitivos e estratégicos Adiar investimentos em HPC e IA significa expor-se a riscos significativos. Empresas que não modernizam suas infraestruturas enfrentam gargalos computacionais que limitam desde a modelagem de novos fármacos até a engenharia avançada de materiais. Governos que atrasam iniciativas de HPC soberano arriscam perder autonomia em pesquisa científica e segurança nacional. Além disso, há o custo da oportunidade perdida: enquanto concorrentes aceleram pesquisas e desenvolvem produtos baseados em simulações complexas ou modelos generativos, organizações defasadas ficam presas a ciclos de inovação mais longos e caros. Fundamentos da solução: arquitetura do mercado global A arquitetura do mercado de HPC e IA pode ser compreendida pela segmentação feita por empresas de pesquisa como Hyperion e Intersect360. Em 2024, os componentes principais foram servidores locais (42%), serviços (21%), armazenamento (17%), nuvem (15%) e software (5%). Essa divisão revela que, apesar do discurso sobre cloud-first, a base tecnológica crítica continua fundamentada em infraestruturas locais robustas. Outro aspecto fundamental é a estratificação do mercado por classes de sistemas. A Hyperion reporta que sistemas de grande porte (US$ 1 milhão a US$ 10 milhões) somaram mais de US$ 7 bilhões, supercomputadores entre US$ 10 e 150 milhões movimentaram US$ 6,9 bilhões, e sistemas de nível básico (menos de US$ 250 mil) atingiram US$ 6,2 bilhões. Esse desenho confirma que tanto a pesquisa de ponta quanto a adoção ampla em empresas menores contribuem para o dinamismo do setor. Implementação estratégica: local, nuvem e híbrido Os dados mostram que organizações não precisam optar exclusivamente entre local e nuvem. A realidade estratégica é híbrida. Enquanto a nuvem suporta elasticidade para cargas sazonais e prototipagem rápida, servidores locais garantem controle, desempenho previsível e conformidade regulatória. A Intersect360 destaca que os servidores HPC-AI e Enterprise AI locais (excluindo hiperescala) representaram US$ 19,2 bilhões em 2024, com crescimento de 36,8%. Esse salto foi impulsionado por atualizações massivas para GPUs e pela demanda empresarial em múltiplos setores. Empresas que estruturam arquiteturas híbridas têm maior resiliência e flexibilidade para capturar esses ganhos. Melhores práticas avançadas: otimizando investimentos Modernização contínua com GPUs e aceleradores A demanda por GPUs e aceleradores especializados, como as plataformas da Nvidia, impulsiona modernizações em larga escala. O trade-off aqui é o custo elevado versus o ganho em performance e competitividade. Organizações líderes priorizam ciclos curtos de atualização tecnológica. Planejamento para exascale Segundo a Hyperion, entre 28 e 39 sistemas exascale devem ser instalados globalmente até 2028, com investimentos entre US$ 7 e 10,3 bilhões. Planejar para interoperabilidade com essas arquiteturas é crítico para centros de pesquisa e países que buscam relevância científica. Governança e soberania digital Projetos de IA soberana e data centers nacionais reforçam a importância de manter infraestrutura estratégica sob controle local. Isso garante não apenas performance, mas também independência tecnológica em cenários geopolíticos complexos. Medição de sucesso: métricas e indicadores A efetividade de projetos em HPC e IA pode ser avaliada por métricas como: Capacidade de processamento escalada: ganhos em teraflops ou petaflops disponíveis para cargas críticas. Tempo de treinamento de modelos: redução no ciclo de desenvolvimento de IA. Taxa de utilização da infraestrutura: otimização do CAPEX e OPEX. Impacto científico e industrial: número de descobertas aceleradas por simulações ou IA generativa. Conclusão: perspectivas e próximos passos A análise do mercado global de HPC e IA mostra um cenário em plena aceleração, em que a IA não apenas depende de HPC, mas redefine suas fronteiras. Com CAGR de 47% para servidores HPC focados em IA até 2028, a convergência dessas tecnologias moldará ciência, indústria e governo. Empresas e instituições que estruturarem estratégias híbridas, investirem em modernização acelerada e planejarem para interoperabilidade com sistemas exascale terão vantagens competitivas duradouras. O futuro não é apenas sobre maior poder computacional, mas sobre como alinhá-lo a objetivos estratégicos de inovação e soberania.

Review ASUSTOR LOCKERSTOR 8 Gen3 (AS6808T)

ASUSTOR LOCKERSTOR 8 Gen3: desempenho, segurança e escalabilidade para empresas modernas Introdução No cenário atual de transformação digital, empresas de todos os portes enfrentam pressões crescentes para manter dados acessíveis, seguros e com desempenho elevado. O volume de informações críticas cresce de forma exponencial, enquanto os requisitos de conformidade, segurança contra ransomware e integração com nuvem se tornam mais complexos. Nesse contexto, soluções NAS empresariais assumem papel estratégico como núcleo da gestão de dados. O ASUSTOR LOCKERSTOR 8 Gen3 (AS6808T) surge como resposta a esses desafios. Combinando um processador AMD Ryzen Embedded de alto desempenho, memória ECC de classe de servidor, suporte a SSDs NVMe PCIe 4.0, conectividade USB4 e portas Ethernet de até 10 GbE, este modelo foi projetado para oferecer não apenas armazenamento, mas uma plataforma robusta de colaboração, backup híbrido e segurança avançada. Ignorar a adoção de soluções com essas capacidades significa enfrentar riscos significativos: perda de dados por falhas de hardware, gargalos de desempenho em fluxos de trabalho críticos e vulnerabilidades de segurança que podem comprometer toda a operação. Neste artigo, vamos explorar em profundidade como o LOCKERSTOR 8 Gen3 se posiciona como uma solução de próxima geração para empresas que buscam resiliência, performance e escalabilidade. O problema estratégico do armazenamento empresarial Organizações modernas dependem de dados como ativo central. Projetos de mídia digital, análise de dados, virtualização de servidores, sistemas de vigilância e colaboração remota têm em comum a necessidade de acesso rápido, seguro e confiável às informações. Entretanto, soluções de armazenamento convencionais frequentemente falham em acompanhar essa demanda. O desafio estratégico reside na convergência de três fatores: crescimento exponencial de dados, exigências regulatórias cada vez mais rígidas e ameaças cibernéticas mais sofisticadas. Quando a infraestrutura de armazenamento não responde a essas pressões, surgem gargalos que impactam diretamente a competitividade da organização. Consequências da inação Empresas que adiam a modernização de seu ambiente de armazenamento enfrentam riscos concretos. Um deles é o custo de indisponibilidade: fluxos de trabalho interrompidos, atrasos em projetos críticos e perda de produtividade. Em ambientes de mídia, por exemplo, a incapacidade de manipular arquivos de vídeo em alta resolução pode inviabilizar entregas dentro de prazos comerciais. Outro ponto crítico é a exposição a falhas de integridade. Sem memória ECC e snapshots avançados, dados podem ser corrompidos silenciosamente, resultando em perdas irreversíveis. Finalmente, há o impacto da insegurança digital. Sem recursos como firewall integrado, criptografia AES-256 e proteção contra ransomware, a empresa fica vulnerável a ataques que podem paralisar operações inteiras. Fundamentos da solução: a arquitetura do LOCKERSTOR 8 Gen3 Processamento Ryzen Embedded No núcleo do LOCKERSTOR 8 Gen3 está o AMD Ryzen V3C14 Embedded, um SoC de quatro núcleos com frequências que vão de 2,3 GHz a 3,8 GHz em Turbo. Essa arquitetura oferece eficiência energética ao mesmo tempo em que garante desempenho comparável a desktops, o que se traduz em capacidade para lidar com múltiplos fluxos de trabalho simultaneamente. Essa base computacional permite que o NAS atenda a cenários exigentes, como edição colaborativa em tempo real ou processamento intensivo de dados em ambientes SMB multicanal. Para empresas, isso significa reduzir a dependência de infraestrutura externa e garantir maior autonomia operacional. Memória ECC DDR5 A memória ECC DDR5-4800, com 16 GB expansíveis até 64 GB, é um dos diferenciais mais relevantes. A capacidade de detectar e corrigir erros de memória aumenta a confiabilidade do sistema, evitando corrupção de dados que pode comprometer aplicações críticas. Esse recurso, típico de servidores, insere o LOCKERSTOR 8 Gen3 em um patamar acima de soluções NAS convencionais. Armazenamento híbrido com PCIe 4.0 O suporte a quatro slots M.2 NVMe PCIe 4.0 dobra o desempenho em relação à geração anterior PCIe 3.0. Isso abre possibilidades tanto para uso de cache SSD em operações de alto IOPS quanto para configuração de pools de armazenamento de altíssima velocidade. Aliado aos compartimentos para HDDs, o modelo entrega flexibilidade para equilibrar custo e desempenho conforme a necessidade. Conectividade de próxima geração A conectividade é outro eixo fundamental. O LOCKERSTOR 8 Gen3 traz duas portas USB4 de 40 Gbps, capazes de integrar dispositivos Thunderbolt 3/4 e soluções externas de armazenamento em velocidades inéditas no segmento. Além disso, conta com duas portas Ethernet 10GbE e duas 5GbE, permitindo balanceamento de carga, failover e cenários de alto throughput. Implementação estratégica A adoção do LOCKERSTOR 8 Gen3 deve ser vista não apenas como aquisição de hardware, mas como um ponto de inflexão estratégico na gestão de dados. Empresas podem utilizá-lo como repositório central de projetos colaborativos, plataforma de backup híbrido ou mesmo como backbone de um sistema de vigilância escalável até 72 câmeras. Estratégias de implementação recomendam aproveitar o Snapshot Center com Btrfs para garantir restauração granular e rápida, além de utilizar o DataSync Center e o Cloud Backup Center para orquestrar dados entre nuvem e ambiente local. O recurso MyArchive, por sua vez, permite criação de mídias removíveis de longo prazo, úteis para arquivamento de conformidade. Melhores práticas avançadas Otimização de desempenho Para maximizar resultados, é recomendável combinar os slots NVMe em cache híbrido, otimizando workloads de leitura e gravação intensivas. Ambientes que exigem alto throughput devem configurar agregação de links entre as portas 10GbE e 5GbE para distribuir tráfego e evitar gargalos. Segurança multicamada A segurança deve ser trabalhada em múltiplos níveis. O uso de criptografia AES-256 em pastas sensíveis, aliado ao firewall embutido e ao antivírus ClamAV, compõe uma defesa robusta contra acessos indevidos e malware. Recursos como autenticação em duas etapas e integração com VPN fortalecem ainda mais a proteção do ambiente. Governança e escalabilidade Organizações com requisitos de compliance encontram no LOCKERSTOR 8 Gen3 suporte a snapshots versionados em Btrfs, o que facilita auditorias e preservação de evidências digitais. Além disso, o suporte a Docker via Portainer amplia a escalabilidade, permitindo hospedar serviços adicionais de forma ágil e controlada. Medição de sucesso O sucesso da implementação pode ser medido em múltiplas dimensões: desempenho, por meio de benchmarks de leitura e escrita em SMB multicanal; segurança, pela ausência de incidentes críticos após adoção das políticas de proteção; e eficiência operacional,

Controle de NAS com IA: QNAP MCP Assistant em ação

Controle de NAS com IA: eficiência empresarial com o QNAP MCP Assistant No cenário empresarial atual, a pressão por eficiência, automação e governança de TI nunca foi tão intensa. O aumento da complexidade nos fluxos de trabalho digitais e o crescimento exponencial do volume de dados obrigam as organizações a buscar soluções mais inteligentes para administração de suas infraestruturas de armazenamento. Nesse contexto, a integração da inteligência artificial diretamente ao NAS corporativo emerge como uma inovação estratégica. O QNAP MCP Assistant representa exatamente essa convergência: a capacidade de operar o NAS com comandos em linguagem natural, transformando um recurso de TI tradicional em uma plataforma responsiva, acessível e altamente eficiente. Empresas de diferentes portes enfrentam dificuldades recorrentes, como a sobrecarga das equipes de TI com tarefas repetitivas, a dependência de conhecimento técnico avançado para configurações simples e o tempo perdido na interpretação de logs ou no gerenciamento de permissões. Ignorar esse problema gera custos ocultos expressivos: lentidão na resposta a incidentes, falhas de governança e perda de competitividade em um mercado cada vez mais orientado por agilidade. Este artigo analisa em profundidade como o controle de NAS com IA via MCP pode redefinir a relação entre tecnologia e operação empresarial, reduzindo riscos e desbloqueando novas formas de produtividade. O problema estratégico no controle tradicional de NAS O gerenciamento de um NAS corporativo historicamente se apoia em duas interfaces principais: a GUI (interface gráfica via navegador) e o CLI (linha de comando). Embora cada uma tenha méritos, ambas impõem barreiras significativas ao uso cotidiano, principalmente em ambientes empresariais dinâmicos. A GUI simplifica tarefas básicas, mas torna fluxos complexos morosos, enquanto o CLI oferece flexibilidade e velocidade, mas exige conhecimento técnico especializado, geralmente restrito a equipes de TI. Esse dilema se traduz em ineficiência organizacional. Supervisores de departamento, por exemplo, podem precisar aguardar suporte da equipe de TI para criar uma nova conta de usuário, mesmo tendo privilégios administrativos. Times de vendas recorrem a colegas do marketing para acessar materiais já armazenados, simplesmente porque a navegação manual na árvore de diretórios é confusa. E em cenários críticos de segurança, como a investigação de acessos suspeitos, a análise manual de logs se torna impraticável diante da urgência. Consequências da inação: riscos e custos ocultos Não enfrentar essas limitações implica em três riscos principais. O primeiro é o custo operacional: profissionais altamente qualificados desperdiçam tempo em tarefas administrativas que poderiam ser automatizadas. O segundo é o risco de governança: atrasos na criação ou ajuste de permissões podem gerar lacunas de compliance, expondo a empresa a vulnerabilidades ou não conformidade regulatória. O terceiro é o risco competitivo: em um mercado que valoriza a agilidade, empresas lentas em responder a mudanças ou incidentes ficam em desvantagem frente a concorrentes mais digitais e responsivos. O resultado é uma sobrecarga para o time de TI e uma frustração crescente para usuários internos. Com isso, práticas informais podem emergir — como compartilhamento de arquivos fora da infraestrutura oficial — criando riscos ainda maiores de segurança e perda de dados. Fundamentos da solução: o MCP como protocolo de contexto O Model Context Protocol (MCP) introduz um novo paradigma. Em vez de obrigar o usuário a dominar comandos ou interfaces específicas, ele permite que o NAS entenda instruções em linguagem natural, mediadas por ferramentas de IA como Claude. A diferença fundamental não está apenas na camada de usabilidade, mas na transformação de um sistema tradicionalmente reativo em um ecossistema proativo, no qual a IA atua como um mordomo digital que compreende contextos e executa fluxos completos. Do ponto de vista técnico, o MCP funciona como um conector de fluxos de trabalho. Ele habilita o diálogo entre a IA e o sistema operacional do NAS, permitindo que comandos simples como “crie uma conta de usuário” ou complexos como “configure uma pasta compartilhada com permissões específicas” sejam traduzidos em operações efetivas. O MCP Assistant, instalado via App Center do QNAP, torna essa integração acessível a qualquer organização com NAS compatível com QTS 5.2 ou QuTS hero h5.2 em diante. Implementação estratégica do MCP Assistant A adoção do MCP Assistant não é apenas uma decisão técnica, mas uma escolha de arquitetura operacional. Sua instalação é semelhante à de outros pacotes QNAP, como o Download Station, mas exige atenção a detalhes como configuração de caminhos absolutos e integração correta com o cliente Claude. Essa etapa inicial garante a comunicação fluida entre o ambiente local e o NAS, evitando falhas de sincronização. Um aspecto crítico é a configuração de credenciais e permissões. O MCP Assistant respeita os níveis de acesso do usuário, garantindo que a IA não execute operações além daquelas autorizadas. Administradores podem inclusive restringir o escopo de atuação à rede local, reforçando o controle de segurança. Outro ponto é a possibilidade de desmarcar o modo somente leitura, habilitando a IA a executar tarefas de escrita, como criação de usuários ou alteração de permissões. Fluxos de trabalho simplificados Com o MCP ativo, a complexidade de múltiplos comandos se reduz a instruções naturais. Exemplos incluem: criar uma pasta compartilhada, atribuir permissões a usuários específicos e, caso necessário, gerar automaticamente novas contas. Outro caso recorrente é a análise de uso de espaço em disco — que pode ser acompanhada de geração automática de gráficos pela própria IA, otimizando a tomada de decisão em tempo real. Segurança operacional A segurança é uma preocupação central em qualquer integração com IA. No caso do MCP, a arquitetura foi projetada para evitar riscos. Funções inexistentes simplesmente não são executadas, bloqueando comandos potencialmente maliciosos. Além disso, todas as ações ficam registradas em logs, permitindo auditoria e rastreabilidade. Essa combinação de restrição funcional e registro detalhado garante que a automação não comprometa a governança. Melhores práticas avançadas de uso Embora seja possível usar a IA para tarefas básicas como renomear arquivos, o verdadeiro valor do MCP Assistant surge em cenários complexos e recorrentes. Um exemplo é a gestão de acessos em grandes equipes, em que permissões precisam ser ajustadas frequentemente. Outra aplicação estratégica é a investigação de incidentes de segurança: em vez

Armazenamento seguro: Acronis e Seagate unem forças

Acronis e Seagate: armazenamento seguro e em conformidade para MSPs No cenário atual de crescimento exponencial de dados e aumento das exigências regulatórias, provedores de serviços gerenciados (MSPs) enfrentam uma pressão sem precedentes para oferecer soluções de armazenamento que conciliem segurança, conformidade e eficiência de custos. A parceria estratégica entre Acronis e Seagate surge como uma resposta a esses desafios, unindo a experiência em segurança cibernética da Acronis à infraestrutura robusta de armazenamento da Seagate, por meio da plataforma Lyve Cloud Object Storage. Este artigo explora em profundidade o impacto dessa aliança no mercado empresarial, analisando os riscos da inação, os fundamentos técnicos da solução Acronis Archival Storage, os benefícios para setores regulamentados e as implicações estratégicas de longo prazo. O objetivo é oferecer uma visão consultiva para líderes de TI e gestores de MSPs que buscam alinhar suas estratégias de armazenamento às crescentes demandas de segurança, conformidade e sustentabilidade financeira. O problema estratégico do armazenamento de longo prazo Empresas modernas lidam com volumes de dados cada vez maiores, impulsionados pela adoção de inteligência artificial, pela digitalização de processos críticos e pela necessidade de retenção de informações para fins legais e regulatórios. A questão não é mais apenas como armazenar esses dados, mas como garantir sua integridade, acessibilidade e conformidade sem que os custos se tornem inviáveis. De acordo com métricas do setor, mais de 60% das organizações já gerenciam volumes superiores a 1 petabyte de dados. Esse dado ilustra não apenas a escala do desafio, mas também o risco associado a modelos de armazenamento tradicionais que não foram projetados para lidar com a magnitude e a criticidade desses ambientes. Provedores de serviços gerenciados, em particular, sentem a pressão de seus clientes em setores como saúde, finanças e serviços públicos, onde a retenção de dados de longo prazo é mandatória. A falha em atender a esses requisitos pode gerar multas regulatórias, perda de credibilidade e exposição a ameaças cibernéticas, especialmente em um cenário onde ataques de ransomware continuam crescendo em sofisticação e frequência. As consequências da inação Ignorar a necessidade de soluções de arquivamento seguras e escaláveis pode ter impactos profundos para empresas e MSPs. Em primeiro lugar, há o risco financeiro associado a multas por não conformidade com normas como ISO 27001 ou SOC 2. Além disso, modelos de armazenamento com custos imprevisíveis podem comprometer o orçamento de TI, especialmente quando cobranças adicionais por tráfego de dados ou acesso à API não são devidamente previstas. No campo da segurança, a ausência de recursos como criptografia em trânsito e em repouso ou a falta de imutabilidade expõe os dados a violações e manipulações maliciosas. Para setores críticos como saúde, em que dados sensíveis de pacientes precisam ser preservados com absoluto rigor, ou para instituições financeiras que lidam com informações altamente reguladas, esses riscos são inaceitáveis. Outro ponto de atenção é a perda de competitividade. Empresas que não adotam práticas robustas de gestão de dados podem perder contratos em licitações que exigem compliance comprovado, além de ficarem vulneráveis a falhas operacionais em auditorias, prejudicando a confiança de clientes e parceiros. Fundamentos técnicos da solução Acronis Archival Storage A oferta resultante da parceria entre Acronis e Seagate, chamada Acronis Archival Storage, foi concebida especificamente para enfrentar os desafios de arquivamento de longo prazo em ambientes de alta regulação. Seu núcleo técnico está na integração do Lyve Cloud Object Storage, da Seagate, com o portfólio de gerenciamento de dados e segurança da Acronis. Criptografia e segurança em múltiplas camadas A solução incorpora criptografia de dados tanto em trânsito quanto em repouso, garantindo que informações sensíveis permaneçam protegidas contra acessos não autorizados em todo o ciclo de vida do armazenamento. Esse recurso, aliado a controles de acesso baseados em funções (RBAC), permite granularidade no gerenciamento de permissões, reduzindo a superfície de ataque. Imutabilidade e prevenção contra ransomware A possibilidade de tornar dados imutáveis representa um diferencial significativo frente a ameaças como ransomware. Ao bloquear alterações em determinados conjuntos de arquivos durante períodos definidos, as organizações asseguram que nem mesmo acessos administrativos maliciosos possam comprometer a integridade das informações arquivadas. Conformidade regulatória integrada Com suporte a padrões internacionais como ISO 27001 e SOC 2, a solução se posiciona como uma ferramenta de apoio direto à governança corporativa. Para empresas em setores altamente regulamentados, essa aderência simplifica processos de auditoria e demonstra o compromisso com a segurança e a conformidade em escala global. Implementação estratégica em ambientes corporativos A adoção do Acronis Archival Storage deve ser vista como parte de uma estratégia de gestão de dados de longo prazo, não apenas como uma solução tecnológica isolada. Para MSPs, o diferencial está na integração transparente com os serviços já oferecidos pela Acronis, permitindo ampliar o portfólio sem complexidade adicional. Do ponto de vista prático, a migração de dados para o Lyve Cloud requer uma análise prévia de volumes, políticas de retenção e classificação de informações. Essa etapa é crítica para evitar que dados ativos sejam confundidos com arquivos de baixo acesso, o que poderia afetar performance e custos. Outro aspecto relevante é o alinhamento com equipes de compliance e segurança da informação, garantindo que políticas internas de governança estejam refletidas na configuração da solução. Isso inclui a definição de papéis, permissões e políticas de retenção que estejam em conformidade com exigências regulatórias. Melhores práticas avançadas para MSPs Para maximizar os benefícios do Acronis Archival Storage, MSPs devem adotar uma abordagem consultiva junto a seus clientes. Isso significa mapear requisitos regulatórios específicos, identificar riscos operacionais e desenhar planos de retenção de dados que equilibrem conformidade, segurança e custos. Entre as práticas avançadas está o uso da imutabilidade em dados de auditoria ou registros médicos, garantindo que esses conjuntos permaneçam inalterados durante o período legal exigido. Outro ponto é a criação de políticas de acesso diferenciadas, em que dados altamente confidenciais sejam acessíveis apenas por grupos restritos com autenticação multifator. Também é recomendável estabelecer métricas de eficiência financeira, monitorando o impacto da eliminação de cobranças por chamadas de API ou tráfego de dados em comparação com modelos de

Review QNAP NAS TVS-h1288X

  TVS-h1288X — NAS com Intel® Xeon® W e Thunderbolt™ 3 para colaboração 4K e virtualização de alto desempenho Introdução — contextualização estratégica O TVS-h1288X posiciona-se como uma plataforma de armazenamento convergente para estúdios de mídia, departamentos de TI e ambientes de virtualização que exigem alta largura de banda, integridade de dados e baixa latência. Combinando um processador Intel® Xeon® W-1250 de seis núcleos (até 4,7 GHz), suporte a Thunderbolt™ 3 via placas QXP-T32P, conectividade 10GbE/2,5GbE integrada e o sistema QuTS hero baseado em ZFS, o TVS-h1288X atende tanto fluxos de trabalho criativos 4K quanto requisitos empresariais de backup e recuperação. As organizações que dependem de edição compartilhada, VMs de produção e recuperação rápida de dados enfrentam desafios críticos: concorrência por I/O, risco de corrupção de dados e necessidade de garantir RTO/RPO agressivos sem multiplicar custos de infraestrutura. Este artigo analisa, com base no material original da QNAP, a arquitetura, os trade-offs, cenários de aplicação e práticas avançadas para tirar máximo proveito do TVS-h1288X em contextos empresariais. Problema estratégico — por que escolher uma solução como o TVS-h1288X? Desafios empresariais para mídia e virtualização Empresas que lidam com vídeo 4K, bancos de dados ou grandes volumes de VMs enfrentam dois vetores de risco: desempenho insuficiente que atrasa entregas, e integridade de dados comprometida por falhas de armazenamento. Além disso, a necessidade de colaboração em tempo real entre estações de trabalho exige conectividade de alta velocidade (Thunderbolt™ e 10GbE) com confiabilidade e mecanismos de failover. O TVS-h1288X aborda esses pontos com interfaces convergentes e recursos de software voltados para redução de risco operacional, mas exige decisões arquiteturais cuidadosas para equilibrar custo, desempenho e disponibilidade. Implicações de negócio Escolher um NAS como plataforma primária para edição e virtualização afeta SLAs, ciclo de entrega e OPEX. Implementações erradas (por exemplo, armazenamento centralizado sem cache NVMe ou sem políticas de snapshot) tendem a aumentar RTO/RPO e custos com retrabalhos. Portanto, o TVS-h1288X não é apenas um equipamento: é um componente estratégico que demanda políticas de armazenamento, testes de carga e governança que alinhem TI e áreas de criação. Consequências da inação — custos e riscos Riscos operacionais e financeiros Sem plataformas como o TVS-h1288X com ZFS e SnapSync, empresas correm maior risco de perda de dados ou janelas de recuperação longas. Para fluxos de mídia, isso pode resultar em perda de prazos contratuais e custos adicionais com retransmissão de trabalho. Em virtualização, a falta de IOPS e latência consistente pode degradar aplicações críticas e impactar acordos de nível de serviço, gerando multas contratuais ou perda de receita. Além disso, infraestrutura de armazenamento ineficiente consome capacidade e aumenta CAPEX quando a solução idealaria envolver apenas melhores políticas de redução de dados como desduplicação e compressão em nível de bloco. Desvantagens competitivas Organizações que não adotam práticas de armazenamento moderno perdem competitividade em velocidade de entrega, flexibilidade e capacidade de escalar ambientes de produção e pós-produção. Recuperação de desastres lenta ou inconsistente pode comprometer continuidade de negócios e reputação. Fundamentos da solução — arquitetura e princípios técnicos Processamento e memória — base para cargas intensivas O TVS-h1288X utiliza o Intel® Xeon® W-1250 (6 núcleos/12 threads), com turbo até 4,7 GHz, e suporta até 128 GB de memória DDR4 ECC via quatro slots Long-DIMM. Essa combinação sustenta múltiplas máquinas virtuais e contêineres, além de operações de transcodificação em tempo real e cargas de backup paralelo. A memória ECC é fundamental para evitar corrupção silenciosa em ambientes que executam VMs e bancos de dados. Do ponto de vista de segurança de dados, o suporte AES-NI no processador aumenta a eficiência de tarefas criptográficas sem sacrificar desempenho. Conectividade convergente — Thunderbolt™ 3 e Ethernet multi-Gb Os slots PCIe de 3ª geração x4 aceitam duas placas QXP-T32P, oferecendo até quatro portas Thunderbolt™ 3, o que permite conectar diretamente até quatro estações de trabalho Thunderbolt. Adicionalmente, o TVS-h1288X traz duas portas 10GBASE-T e quatro portas 2,5GbE integradas, permitindo entroncamento de porta (link aggregation) e failover para alcançar até 20 Gb/s agregada. Para estúdios, essa arquitetura garante simultaneidade: estações conectadas por Thunderbolt™ podem trabalhar em conjunto com nós Ethernet sem interferir na largura de banda das interfaces físicas. QuTS hero e ZFS — integridade e eficiência de armazenamento O QuTS hero combina o ecossistema de aplicativos QTS com o sistema de arquivos ZFS de 128 bits. Essa escolha prioriza integridade de dados (autorrecuperação), suporte a WORM, além de capacidades de redução de dados (desduplicação, compressão, compactação) em nível de bloco. A arquitetura de cache multinível (L1 ARC em memória, L2 ARC em SSD e ZIL para transações síncronas) permite otimizar leituras e escritas, oferecendo proteção contra perda de dados com ZIL protegido contra falhas de energia. Para ambientes com muitas VMs idênticas, a deduplicação em bloco pode reduzir a necessidade de capacidade em até 95% no exemplo citado (20 VMs clonadas do mesmo modelo), o que tem impacto direto em CAPEX e planeamento de capacidade. Cache NVMe e layout híbrido de armazenamento Com dois slots M.2 NVMe e quatro baias de SSD de 2,5″ para cache, o TVS-h1288X permite criar níveis de armazenamento que maximizam IOPS e reduzem latência para bancos de dados e VMs. Recomenda-se usar um RAID SSD para a unidade do sistema e metadados, e usar NVMe para ZIL/INTENT LOG e L2 ARC conforme a estratégia de camada descrita: sistema → cache/ZIL → dados. Essa configuração reduz contention em workloads aleatórios e melhora a responsividade em ambientes virtuais, além de permitir que as baias de 3,5″ sejam dedicadas a HDDs de alta capacidade para otimizar custo/GB. Implementação estratégica — abordagem metodológica Planejamento de configuração de armazenamento em camadas Seguir as três etapas recomendadas pelo QuTS hero ajuda a alinhar desempenho e durabilidade: (1) criar unidade do sistema em SSD RAID, (2) provisionar cache de leitura / ZIL com SSDs adicionais, (3) alocar HDDs/SSDs para armazenamento de dados. Implementar o sistema do modo descrito reduz risco de I/O bottlenecks e facilita operações de manutenção, uma vez que o sistema e os metadados ficam isolados em mídia de maior desempenho.

Servidores de IA Supermicro: portfólio INNOVATE 2025 para data center e edge

Servidores de IA Supermicro no INNOVATE 2025: infraestrutura avançada para data center e edge A Supermicro apresentou no evento INNOVATE! EMEA 2025 um portfólio ampliado de servidores de IA, combinando GPUs NVIDIA de última geração, processadores Intel Xeon 6 e soluções modulares para cargas de trabalho críticas em data center e edge. Este artigo aprofunda o contexto, desafios e implicações estratégicas dessa evolução. Introdução: a nova fronteira da infraestrutura de IA O crescimento exponencial da inteligência artificial não é mais um fenômeno restrito a empresas de tecnologia. Hoje, praticamente todos os setores — de telecomunicações a varejo, de saúde a energia — enfrentam a necessidade de processar modelos complexos de IA com rapidez e eficiência. Neste cenário, os servidores de IA Supermicro desempenham um papel estratégico ao fornecer plataformas capazes de sustentar desde treinamento em data centers até inferência na borda. O anúncio da Supermicro no INNOVATE! EMEA 2025, realizado em Madri, evidencia essa transição. A empresa apresentou sistemas otimizados para cargas de trabalho distribuídas que incorporam componentes de ponta, como GPUs NVIDIA RTX Pro™, NVIDIA HGX™ B300, soluções em escala de rack GB300 NVL72 e processadores Intel Xeon 6 SoC. A inclusão de arquiteturas voltadas para edge computing, como o NVIDIA Jetson Orin™ NX e o NVIDIA Grace C1, demonstra uma abordagem integral, capaz de atender tanto o núcleo do data center quanto as fronteiras de rede. As organizações enfrentam hoje um dilema: investir em infraestruturas preparadas para a IA ou correr o risco de perder competitividade. A inação significa lidar com gargalos de rede, custos energéticos crescentes e decisões lentas. O portfólio revelado pela Supermicro busca mitigar esses riscos ao oferecer plataformas modulares, escaláveis e energeticamente eficientes. O problema estratégico: demandas crescentes de IA no data center e na borda A transformação digital acelerada fez com que os volumes de dados crescessem de forma descontrolada. Modelos de IA de larga escala, que antes eram restritos a poucos laboratórios de pesquisa, agora estão sendo aplicados em ambientes corporativos e operacionais. Isso cria dois desafios simultâneos: a necessidade de infraestrutura massiva em data centers e a urgência de capacidades de processamento diretamente na borda da rede. No núcleo do data center, os requisitos envolvem treinamento de modelos cada vez mais complexos, que exigem clusters de GPUs interconectados com alta largura de banda e baixa latência. Já no edge, os cenários são diferentes: dispositivos precisam inferir em tempo real, com restrições severas de energia, espaço e conectividade. A convergência desses dois mundos exige soluções arquitetadas de forma modular, capazes de equilibrar desempenho, eficiência e escalabilidade. Os servidores de IA Supermicro apresentados em Madri respondem a esse problema estratégico. Ao integrar desde sistemas de 1U de curta profundidade até racks completos com suporte a até 10 GPUs, a empresa constrói um ecossistema que permite às organizações implantar IA onde ela gera maior valor. Consequências da inação: riscos de não modernizar a infraestrutura Ignorar a modernização da infraestrutura para IA implica em riscos claros. Primeiramente, há a questão do desempenho. Modelos de IA mal suportados levam a tempos de resposta lentos, que podem inviabilizar aplicações críticas, como análise em tempo real em telecomunicações ou sistemas de recomendação em varejo. Outro fator é o custo energético. Data centers que continuam operando apenas com refrigeração tradicional e servidores de gerações anteriores enfrentam contas de energia crescentes. A Supermicro destacou que muitos de seus novos sistemas podem reduzir em até 40% o consumo energético com soluções de resfriamento líquido — uma diferença que, em escala, representa milhões de dólares anuais. Além disso, há a dimensão competitiva. Empresas que não conseguem treinar e rodar modelos de IA com eficiência ficam para trás em inovação. Isso significa perda de clientes, de relevância de mercado e, em última instância, de receita. A falta de infraestrutura adequada também impacta a capacidade de atender requisitos de compliance e segurança, especialmente em setores regulados. Fundamentos da solução: arquitetura modular da Supermicro A resposta da Supermicro para esses desafios é baseada em seu modelo de Server Building Block Solutions®, que permite construir sistemas sob medida a partir de blocos modulares. Essa abordagem garante que cada cliente possa alinhar sua infraestrutura às necessidades específicas de carga de trabalho, seja em termos de CPU, GPU, armazenamento, rede ou refrigeração. No segmento de GPUs, os novos sistemas incorporam a mais recente geração da NVIDIA, incluindo a plataforma HGX B300 e a solução em escala de rack GB300 NVL72. Essas arquiteturas foram desenvolvidas para cargas de trabalho massivas, com múltiplas GPUs operando em paralelo e otimizadas para treinamento de IA em larga escala. Já no edge, a presença do NVIDIA Jetson Orin NX e do Grace C1 mostra que a empresa não limita sua visão ao data center, mas estende-a para cenários distribuídos. Outro elemento-chave é a integração com processadores Intel Xeon 6 SoC. Esses chips oferecem até 64 núcleos e recursos específicos para telecomunicações, como o vRAN Boost integrado. A combinação com sincronização de tempo GNSS e múltiplas portas de rede de alta velocidade garante que os sistemas estejam prontos para aplicações em redes de alto tráfego. Implementação estratégica: sistemas apresentados no INNOVATE 2025 ARS-111L-FR: IA para telecomunicações O ARS-111L-FR representa a abordagem da Supermicro para ambientes de telecomunicações, onde espaço e eficiência energética são cruciais. Equipado com a CPU NVIDIA Grace C1 e suporte a GPUs de baixo perfil, ele oferece capacidade de IA diretamente em gabinetes de telecom. Isso permite que operadoras integrem serviços inteligentes na borda sem depender do data center central. ARS-E103-JONX: IA compacta para varejo e manufatura O ARS-E103-JONX é um exemplo claro de como a Supermicro traduz necessidades de edge em soluções práticas. Sem ventoinha e alimentado pelo Jetson Orin NX, o sistema oferece até 157 TOPS de desempenho, com conectividade avançada que inclui Ethernet de 10 Gb, 5G e Wi-Fi. Em ambientes de varejo, pode suportar múltiplos pipelines de visão computacional para monitoramento de estoque ou comportamento do consumidor em tempo real. SYS-212D-64C-FN8P: redes de alto tráfego Já o SYS-212D-64C-FN8P foca em locais de rede de alta densidade.

Review QNAP NAS TS-464

  QNAP TS-464: NAS 2.5GbE compacto para desempenho empresarial O avanço das redes corporativas e o crescimento exponencial dos volumes de dados exigem soluções de armazenamento que vão além do básico. O QNAP TS-464 surge como uma resposta estratégica para organizações que precisam de desempenho, escalabilidade e segurança em um formato compacto. Com suporte nativo a 2.5GbE, cache SSD M.2 e expansão PCIe, este NAS posiciona-se como um ponto de equilíbrio entre custo acessível e recursos de nível corporativo. Este artigo analisa em profundidade o TS-464, explorando não apenas suas especificações técnicas, mas também o impacto estratégico de sua adoção no ambiente empresarial. Vamos contextualizar o problema, analisar os riscos da inação, compreender os fundamentos da solução e detalhar práticas avançadas que transformam o TS-464 em um aliado crítico para empresas de diferentes portes. Introdução No cenário atual, em que os dados se tornaram o ativo mais valioso das empresas, a escolha da infraestrutura de armazenamento deixou de ser apenas uma decisão técnica. Ela impacta diretamente a produtividade, a competitividade e a segurança da informação. Pequenas e médias empresas enfrentam um dilema constante: como obter recursos avançados de armazenamento e backup sem o peso orçamentário das soluções de data centers de grande porte. O QNAP TS-464 foi projetado para responder a essa necessidade. Compacto, mas extremamente versátil, ele combina velocidade de transferência comparável a NAS 10GbE, suporte a cache SSD, aceleração por GPU para transcodificação de vídeo e recursos de virtualização, tudo em um chassi de 4 baias. Este conjunto faz com que seja possível atender tanto às demandas de colaboração corporativa quanto a cenários de backup e segurança cibernética. A ausência de soluções adequadas para lidar com grandes volumes de dados pode resultar em falhas críticas: desde lentidão operacional até perda irreparável de informações sensíveis. Ao longo deste artigo, detalharemos como o TS-464 resolve esses desafios, quais riscos elimina e de que forma pode ser integrado a estratégias mais amplas de TI. Problema estratégico A saturação das redes Gigabit Durante anos, o padrão Gigabit Ethernet foi suficiente para a maioria das empresas. No entanto, a multiplicação de arquivos pesados — vídeos em 4K, bancos de dados transacionais, imagens médicas e arquivos CAD — esgotou rapidamente essa largura de banda. Organizações que permanecem limitadas a redes de 1GbE enfrentam gargalos constantes que reduzem a eficiência e aumentam o tempo de processamento em tarefas críticas. O problema não é apenas técnico: cada segundo perdido em transferências lentas representa colaboradores ociosos, atrasos em projetos e riscos de descumprimento de prazos contratuais. Para empresas que trabalham com dados intensivos, como estúdios de mídia ou setores de engenharia, a permanência em Gigabit significa abrir mão de competitividade. Complexidade crescente das cargas de trabalho Os ambientes empresariais modernos não dependem apenas de armazenamento estático. Eles exigem multitarefa: backup contínuo, sincronização entre dispositivos, colaboração em tempo real e até execução de máquinas virtuais. A limitação de hardware ou software nesse cenário resulta em silos de dados e perda de flexibilidade estratégica. É nesse ponto que soluções compactas como o TS-464 demonstram valor: entregar em um único dispositivo funcionalidades que antes exigiriam múltiplos servidores. Consequências da inação Ignorar a necessidade de atualização para soluções de maior desempenho pode custar caro às empresas. Uma infraestrutura limitada a Gigabit não apenas compromete a velocidade de transferência, mas também aumenta a exposição a riscos de segurança e reduz a vida útil dos equipamentos devido ao uso ineficiente de recursos. Do ponto de vista estratégico, a inação se traduz em: Perda de produtividade: colaboradores aguardando sincronizações ou transferências lentas. Maior risco de perda de dados: backups incompletos ou interrompidos por limitações de rede. Incapacidade de adoção de novas tecnologias: desde virtualização até análise de dados em tempo real. Desvantagem competitiva: concorrentes que adotam NAS 2.5GbE ou 10GbE entregam resultados mais rápidos e confiáveis. Fundamentos da solução Desempenho orientado por 2.5GbE O diferencial mais imediato do QNAP TS-464 é sua conectividade 2.5GbE nativa, que permite velocidades de até 589 MB/s em leitura e escrita quando configurado com entroncamento de portas. Isso significa oferecer desempenho próximo a soluções de 10GbE de porta única, porém sem o custo adicional de placas dedicadas. Esse equilíbrio entre performance e acessibilidade redefine o ponto de entrada para empresas em crescimento. Processador quad-core Intel Celeron N5095 O coração do TS-464 é um processador Intel® Celeron® N5095 quad-core, capaz de atingir até 2,9 GHz. Essa escolha de hardware garante o processamento simultâneo de múltiplas tarefas, desde backup em tempo real até execução de máquinas virtuais. O suporte a criptografia AES-NI 256 bits também significa que o aumento de segurança não compromete a performance. Cache SSD M.2 e aceleração por GPU Para lidar com cargas de trabalho intensivas em IOPS, como bancos de dados e virtualização, o TS-464 suporta até dois SSDs M.2 NVMe. Essa configuração permite cache eficiente e aceleração de camadas de armazenamento. Além disso, sua GPU integrada possibilita transcodificação de vídeo em tempo real, transformando o NAS em uma solução de mídia corporativa capaz de atender colaboradores em diferentes dispositivos e redes. Implementação estratégica Migração de QTS para QuTS Hero O TS-464 vem equipado com o sistema QTS 5, mas permite migração para o QuTS Hero, baseado em ZFS. Essa transição representa mais do que uma atualização de software: é um salto em termos de integridade de dados e governança, com recursos como deduplicação, compressão e tecnologia WORM. Empresas que precisam atender requisitos regulatórios, como LGPD, encontram nessa migração uma forma eficaz de garantir compliance Expansão de armazenamento Embora suporte inicialmente até 72 TB com discos de 24 TB em RAID 5, o TS-464 pode ser conectado a unidades de expansão QNAP, como o TL-D1600S, alcançando até 330 TB. Essa escalabilidade progressiva garante que o investimento inicial não seja perdido conforme as demandas de armazenamento crescem. Integração com infraestrutura existente O suporte a múltiplos protocolos (Rsync, FTP, CIFS), bem como compatibilidade com VMware e Hyper-V, permite que o TS-464 seja integrado em ecossistemas híbridos já existentes. Isso reduz barreiras de adoção e simplifica a implementação em

Nvidia Rubin CPX: GPU para inferência de IA em contexto massivo

  Nvidia Rubin CPX: potência para inferência de IA em contexto massivo A Nvidia anunciou a GPU Rubin CPX, uma inovação projetada para redefinir os limites da inferência de inteligência artificial (IA) em cenários de contexto massivo. Combinando avanços em computação paralela, largura de banda de memória e integração em arquiteturas de data center, a nova geração de GPUs responde a um desafio estratégico: suportar janelas de contexto que deixam para trás os atuais 250.000 tokens e avançam para a escala de milhões. Este artigo analisa em profundidade o anúncio da Nvidia, destacando os problemas estratégicos que levaram à criação do Rubin CPX, as consequências da inação diante da evolução da inferência de IA, os fundamentos técnicos da solução, a implementação em data centers e os impactos estratégicos para empresas que dependem de IA de última geração. Introdução: a mudança de paradigma da IA Nos últimos anos, o debate em torno da inteligência artificial esteve dominado pelo tema do treinamento de modelos cada vez maiores. No entanto, como observou Ian Buck, vice-presidente e gerente geral de hiperescala e HPC da Nvidia, o foco da comunidade está mudando rapidamente para a inferência, ou seja, a execução prática desses modelos em escala empresarial e consumer. Essa mudança redefine não apenas o software, mas também o hardware que sustenta o ecossistema de IA. A inferência apresenta desafios únicos que diferem do treinamento. Enquanto o treinamento busca maximizar throughput em processos intensivos e previsíveis, a inferência exige equilíbrio entre latência, escalabilidade, custo energético e experiência do usuário. Em cargas emergentes como copilotos de programação e geração de vídeo, a pressão recai sobre a capacidade de processar contextos cada vez mais longos sem comprometer a responsividade. Ignorar essa transição representa riscos significativos para data centers e provedores de serviços de IA. Um atraso na adaptação pode significar perda de competitividade, aumento exponencial de custos operacionais e incapacidade de atender a demandas de clientes em mercados que crescem a dois dígitos. O problema estratégico: inferência de IA em escala massiva A complexidade da inferência se manifesta em múltiplos vetores de otimização. Buck destacou que há um constante trade-off entre throughput e experiência do usuário. É possível maximizar a produção de tokens por segundo em um único fluxo, mas isso pode prejudicar a equidade entre múltiplos usuários simultâneos. Além disso, equilibrar eficiência energética e desempenho se tornou um imperativo em fábricas de IA modernas. Outro desafio central é o delta de desempenho entre as fases de inferência. A fase de pré-preenchimento, onde o modelo processa a entrada do usuário e tokens associados, pode explorar paralelismo massivo nas GPUs. Já a fase de geração, que é autorregressiva, exige execução linear, demandando altíssima largura de banda de memória e interconexões NVLink otimizadas. Esse contraste cria gargalos que comprometem a escalabilidade. A solução atual de muitos data centers, baseada em desagregação via cache KV, permite dividir GPUs entre contexto e geração, mas introduz complexidade de sincronização e limitações à medida que os contextos crescem. Consequências da inação diante da evolução da inferência O crescimento exponencial das janelas de contexto pressiona a infraestrutura existente. Modelos atuais conseguem lidar com cerca de 250.000 tokens, mas aplicações emergentes já projetam a necessidade de ultrapassar a barreira de 1 milhão de tokens. Para copilotos de código, isso significa reter em memória mais de 100.000 linhas, enquanto a geração de vídeo amplia a exigência para múltiplos milhões. A ausência de infraestrutura capaz de lidar com esse salto traz riscos claros: Experiência limitada do usuário: respostas truncadas ou inconsistentes em copilotos e assistentes virtuais. Custos crescentes: uso ineficiente de GPUs ao tentar compensar limitações arquiteturais. Perda de mercado: em setores como entretenimento, cujo valor atual de US$ 4 bilhões pode chegar a US$ 40 bilhões na próxima década. Empresas que não se adaptarem rapidamente correm o risco de ficar para trás em um mercado de alto valor, onde a latência e a precisão determinam não apenas competitividade, mas também confiança do cliente. Fundamentos técnicos da solução Rubin CPX A Nvidia respondeu a esse desafio com a GPU Rubin CPX, baseada na arquitetura Rubin e compatível com CUDA. Diferente das gerações anteriores, ela foi otimizada especificamente para cargas de inferência em contexto massivo, com suporte a milhões de tokens. Capacidade computacional O Rubin CPX entrega 30 petaFLOPs de computação NVFP4, estabelecendo uma base sólida para lidar com inferências massivamente paralelas. Esse poder bruto é fundamental para reduzir a lacuna entre as fases de pré-preenchimento e geração. Memória e largura de banda Equipado com 128 GB de memória GDDR7, o Rubin CPX prioriza largura de banda sobre escalabilidade NVLink em cargas de contexto. Essa escolha arquitetural permite lidar com o peso computacional da fase de pré-processamento de maneira mais eficiente. Aceleradores especializados A Nvidia triplicou os núcleos de aceleração de atenção e dobrou os codificadores/decodificadores de vídeo. Esses aprimoramentos respondem diretamente às necessidades de modelos de atenção longos e geração de vídeo em escala, que são pilares de aplicações emergentes. Implementação estratégica em data centers A GPU Rubin CPX não é um elemento isolado, mas parte de uma estratégia integrada de infraestrutura. A Nvidia anunciou sua incorporação nos sistemas Vera Rubin e DGX, ampliando a capacidade desses ambientes. Vera Rubin NVL144 Esse novo sistema oferecerá 8 exaflops de computação de IA, cerca de 7,5 vezes mais que os atuais GB300 NVL72. Ele combina 100 TB de memória rápida e 1,7 petabytes por segundo de largura de banda de memória em um único rack, estabelecendo um novo patamar de densidade computacional. Rack duplo com Rubin CPX Além disso, a Nvidia disponibilizará uma solução de rack duplo que combina a Vera Rubin NVL144 com um “sidecar” de Rubin CPXs, otimizando a distribuição de cargas entre fases de contexto e geração. Melhores práticas para adoção da Rubin CPX Empresas que avaliam a adoção do Rubin CPX devem considerar alguns pontos estratégicos: Balanceamento de cargas: alinhar GPUs dedicadas ao pré-preenchimento e à geração para minimizar latência. Integração com software: explorar o ecossistema CUDA e frameworks de inferência otimizados. Escalabilidade futura: preparar

Review QNAP TVS-h474

TVS-h474: Solução NAS Empresarial com ZFS, QuTS hero e Alto Desempenho Introdução No cenário empresarial atual, a gestão de dados tornou-se um desafio crítico, exigindo soluções de armazenamento que combinem desempenho, confiabilidade e escalabilidade. As empresas enfrentam pressões constantes para acelerar processos de virtualização, garantir a integridade de dados sensíveis e implementar estratégias de backup robustas sem comprometer o acesso rápido à informação. O TVS-h474, um NAS baseado em ZFS com o sistema operativo QuTS hero, surge como uma resposta a esses desafios. Equipado com processadores Intel Pentium Gold de dois núcleos, conectividade 2,5/25 GbE e cache SSD M.2 NVMe, ele oferece uma solução de alto desempenho para servidores de arquivos, virtualização, colaboração em vídeo e proteção de dados. Ignorar a implementação de uma solução como o TVS-h474 pode resultar em riscos significativos, incluindo perda de dados críticos, baixa eficiência operacional e vulnerabilidades de segurança. Este artigo explora detalhadamente como o TVS-h474 pode transformar a infraestrutura de TI corporativa, abordando desde fundamentos técnicos até melhores práticas de implementação. Desenvolvimento Problema Estratégico Empresas de pequeno e médio porte frequentemente enfrentam limitações de desempenho e segurança em suas soluções de armazenamento tradicionais. A ausência de tecnologias avançadas como ZFS, cache SSD e conectividade de alta velocidade pode comprometer operações críticas, incluindo virtualização, edição de vídeo colaborativa e backup empresarial. Além disso, a complexidade crescente dos fluxos de trabalho exige NAS capazes de gerenciar múltiplas máquinas virtuais e contentores simultaneamente. Sem uma arquitetura robusta, a sobrecarga de I/O e a latência podem degradar significativamente o desempenho e aumentar o risco de perda de dados. Consequências da Inação Não investir em um NAS avançado como o TVS-h474 pode acarretar diversas consequências: interrupções em operações críticas, aumento de custos com perda de produtividade e risco elevado de ataques de ransomware. A ausência de recursos como instantâneos quase ilimitados, SnapSync em tempo real e redução de dados inline pode resultar em baixa eficiência no uso do armazenamento e dificuldade em recuperar dados de forma rápida e confiável. Fundamentos da Solução O TVS-h474 utiliza o sistema de arquivos ZFS e o QuTS hero, combinando integridade de dados e desempenho otimizado. O ZFS fornece proteção contra corrupção de dados, reparação automática e suporte a WORM (Write Once, Read Many), garantindo confiabilidade em ambientes corporativos. A redução de dados em nível de bloco, incluindo eliminação de duplicados e compressão inline, permite otimizar a capacidade de armazenamento, reduzindo significativamente os requisitos físicos sem comprometer a performance. Por exemplo, 20 máquinas virtuais replicadas utilizando o mesmo modelo podem ter os requisitos de armazenamento reduzidos em até 95%. O NAS também suporta cache multinível, RAID-Z e tecnologia QSAL (QNAP SSD Antiwear Leveling), aumentando a durabilidade dos SSDs e a proteção de dados em cenários de alta demanda de I/O. Implementação Estratégica Para tirar pleno proveito do TVS-h474, a instalação de SSDs M.2 NVMe em suas duas ranhuras PCIe Gen 3 é recomendada, permitindo acelerar cache, armazenamento de sistema e operações de virtualização. A instalação de placas de expansão PCIe, como placas de rede de 2,5/5/10/25 GbE ou GPUs de nível de entrada, expande a capacidade de aplicação para workloads mais exigentes. A conectividade de 2,5 GbE permite melhorar a velocidade de transmissão utilizando cabos Cat 5e existentes, e com Port Trunking é possível combinar múltiplas portas para aumentar a largura de banda disponível, essencial para ambientes de virtualização ou transferência massiva de arquivos.   O TVS-h474 também integra suporte a virtualização e containers com Virtualization Station e Container Station, permitindo hospedar múltiplos ambientes Windows, Linux, UNIX e Android, assim como microsserviços Docker® e LXD, promovendo eficiência operacional e redução de custos com hardware. Melhores Práticas Avançadas Para ambientes críticos, a configuração de clusters de Alta Disponibilidade (HA) com dois TVS-h474 garante continuidade operacional. O servidor passivo assume o controle em menos de 60 segundos em caso de falha do servidor ativo, minimizando o RTO e garantindo sincronização de dados em tempo real (RPO mínimo). A utilização de tecnologias de IA, como Intel OpenVINO e Google Edge TPU, acelera o reconhecimento de imagens em aplicações como QuMagie e QVR Face, permitindo análises em tempo real e descarga de processamento da CPU. Esse recurso é particularmente valioso em cenários de vigilância ou gestão de conteúdo multimédia corporativo. Para backup e recuperação, recomenda-se o uso de Hybrid Backup Sync com suporte à QuDedup, SnapSync e instantâneos múltiplos, cobrindo estratégias 3-2-1, cópia de VMs, SaaS e nuvem, garantindo resiliência contra ransomware e perda de dados. Medição de Sucesso O sucesso da implementação do TVS-h474 pode ser medido por métricas de desempenho como throughput de rede (por exemplo, até 3086 MB/s de leitura com 2 x 25GbE), tempo de recuperação (RTO < 60s) e redução de dados efetiva (eliminação de duplicados e compressão inline). Além disso, a eficiência na gestão de máquinas virtuais, contentores e operações de backup pode ser monitorada com ferramentas integradas como Storage & Snapshot Manager, Virtualization Station e Container Station. Conclusão O TVS-h474 representa uma solução NAS empresarial de alto desempenho, confiável e escalável, com foco em integridade de dados, virtualização, colaboração multimédia e proteção avançada contra perda de dados. Sua arquitetura baseada em ZFS, QuTS hero e recursos avançados de redução de dados e IA permitem às organizações operar de forma eficiente, segura e economicamente otimizada. Empresas que implementam o TVS-h474 podem reduzir significativamente os riscos de downtime, ransomware e ineficiência de armazenamento, enquanto aumentam a produtividade e a capacidade de expansão da infraestrutura de TI. Perspectivas futuras incluem maior integração com IA para automação de tarefas, expansão de conectividade e otimização contínua do desempenho de armazenamento SSD, consolidando o TVS-h474 como uma plataforma estratégica para empresas modernas. Próximos passos incluem avaliação de workloads atuais, planejamento de expansão de armazenamento e implementação de políticas de backup e HA, garantindo que o NAS se torne um pilar confiável da infraestrutura tecnológica corporativa.  

Review EXPANSOR NAS ASUSTOR AS5004U

ASUSTOR AS5004U: Expansão de Armazenamento NAS com USB 3.2 Gen2 e MyArchive No cenário atual de transformação digital, a escalabilidade do armazenamento tornou-se um fator estratégico para empresas de todos os portes. O ASUSTOR AS5004U, também conhecido como Xpanstor 4, surge como uma solução de expansão modular que alia desempenho, eficiência energética e recursos de backup inteligentes. Ao adotar o padrão USB 3.2 Gen2 e suportar até 88 TB de capacidade bruta, ele amplia significativamente a vida útil e a flexibilidade de um ambiente NAS corporativo. Este artigo explora em profundidade o papel do AS5004U na arquitetura de armazenamento empresarial, destacando desafios estratégicos, riscos da inação, fundamentos técnicos, melhores práticas de implementação e perspectivas futuras. A análise conecta os aspectos técnicos da solução às implicações de negócio, oferecendo às organizações um guia para decisões de infraestrutura mais seguras e eficientes. Introdução: Expansão de Armazenamento como Estratégia de Continuidade À medida que empresas aumentam a geração de dados — seja por iniciativas de análise, compliance regulatório ou digitalização de processos —, a capacidade de expansão se torna crítica. Investir em uma arquitetura de armazenamento que cresça junto com as necessidades do negócio reduz custos de migração e evita interrupções operacionais. Entretanto, muitas organizações enfrentam dilemas ao decidir entre substituição completa de hardware e expansão modular. A primeira opção implica em investimentos elevados e riscos de downtime, enquanto a segunda exige tecnologias de interconexão confiáveis. É nesse contexto que o ASUSTOR AS5004U se posiciona como um conector entre performance imediata e sustentabilidade de longo prazo. A inação, ou seja, manter uma infraestrutura limitada de armazenamento, pode comprometer a competitividade: backups incompletos, lentidão no acesso a arquivos críticos e riscos de falhas catastróficas tornam-se cenários recorrentes. O AS5004U, ao integrar expansão plug-and-play via USB 3.2 Gen2, apresenta-se como uma alternativa pragmática para evitar esses gargalos. O Problema Estratégico: Crescimento Exponencial de Dados Empresas modernas lidam com o crescimento exponencial de dados em formatos diversos: vídeos de treinamento em 4K, bancos de dados financeiros, relatórios de compliance e registros de transações. A questão não é mais se os dados vão crescer, mas sim em que velocidade. A incapacidade de acompanhar esse crescimento resulta em sobrecarga de sistemas e na necessidade de investimentos emergenciais e desordenados. Impacto nos Processos de Negócio Quando a infraestrutura de armazenamento não acompanha as demandas, processos críticos como backup, recuperação de desastres e colaboração entre equipes ficam comprometidos. A performance cai, aumentando o tempo de resposta de aplicações empresariais. Além disso, a ausência de escalabilidade limita iniciativas de transformação digital, que dependem de acesso rápido e confiável a grandes volumes de dados. Custos Ocultos de Infraestruturas Rígidas Empresas que optam por soluções de armazenamento fixas acabam arcando com custos ocultos, como paradas não planejadas, retrabalho em TI e aquisição prematura de novos equipamentos. Esses custos não aparecem no orçamento inicial, mas corroem margens e comprometem a agilidade estratégica da organização. Consequências da Inação Ignorar a necessidade de expansão de armazenamento impacta diretamente a governança de TI. Ambientes sem flexibilidade ficam vulneráveis a riscos regulatórios, especialmente em setores como saúde e finanças, onde a retenção de dados é mandatória. Riscos de Compliance e Segurança Sem capacidade de expansão, empresas podem falhar em atender exigências de auditoria, perdendo a rastreabilidade de informações críticas. Além disso, backups incompletos aumentam a exposição a ataques de ransomware, que exploram justamente a fragilidade em cópias de segurança. Desvantagem Competitiva Organizações que não expandem suas infraestruturas de forma planejada acabam em desvantagem frente a concorrentes que conseguem operar com fluxos de dados maiores, realizar análises mais rápidas e responder ao mercado com agilidade. Fundamentos da Solução ASUSTOR AS5004U O AS5004U resolve esse dilema com uma proposta clara: expansão modular, eficiente e integrada ao ecossistema NAS da ASUSTOR. Seu diferencial começa pela adoção da interface USB 3.2 Gen2, que entrega até 10 Gbps de largura de banda, permitindo que fluxos de trabalho intensivos em dados — como edição de vídeo ou replicação de grandes volumes — não sofram gargalos de performance. Capacidade e Flexibilidade Com suporte a até quatro HDDs ou SSDs de 22 TB cada, o AS5004U alcança 88 TB de capacidade bruta. Esse design modular permite que empresas adicionem espaço conforme necessário, evitando o desperdício de investimento em capacidade ociosa. Além disso, o suporte a hot-swap reduz o tempo de manutenção e aumenta a disponibilidade do sistema. Eficiência Energética e Sustentabilidade A tecnologia de sincronização de energia garante que o AS5004U entre em hibernação quando o NAS principal é desligado, economizando energia e prolongando a vida útil do hardware. Essa característica é fundamental em ambientes que buscam redução de custos operacionais e adequação a práticas de TI verde. Backup Inteligente com MyArchive O suporte à tecnologia MyArchive transforma o AS5004U em um hub de armazenamento frio. É possível inserir diretamente discos dedicados a backup, que podem ser montados e desmontados de forma programada. Isso simplifica o ciclo de vida das cópias de segurança, reduz riscos de perda de dados e permite maior controle sobre a rotação de mídias. Resfriamento Inteligente e Estabilidade A ventoinha de 120 mm integrada ajusta automaticamente sua velocidade de acordo com a temperatura dos discos, equilibrando ruído e performance térmica. Esse controle inteligente evita falhas por superaquecimento e reduz custos com manutenção preventiva. Versatilidade como DAS Além de expansão NAS, o AS5004U pode ser conectado diretamente a PCs com Windows, macOS ou Linux, funcionando como uma solução DAS (Direct Attached Storage). Essa flexibilidade atende tanto ambientes corporativos quanto laboratórios de testes e estações de trabalho criativas. Implementação Estratégica Adotar o AS5004U exige mais do que simplesmente conectá-lo ao NAS. A estratégia deve considerar topologia de expansão, gerenciamento de energia e alinhamento com políticas de backup corporativo. Planejamento de Topologia A escolha de quais NAS serão conectados ao AS5004U deve considerar compatibilidade (modelos AS31, 32, 40, 61, 62, 63, 64, Nimbustor, Drivestor, Lockerstor e Flashstor). Essa avaliação garante integração nativa e reduz riscos de incompatibilidade. Gerenciamento de Ciclo de Vida Implementar políticas de hibernação e rotação de discos MyArchive aumenta a eficiência

Supermicro lança sistemas NVIDIA Blackwell Ultra em massa

  Supermicro NVIDIA Blackwell Ultra: desempenho em escala para fábricas de IA Introdução A transformação digital em larga escala está redefinindo como as empresas projetam, implementam e escalam suas infraestruturas de Inteligência Artificial (IA). O avanço dos modelos de base, agora compostos por trilhões de parâmetros, exige soluções computacionais de altíssimo desempenho, não apenas em nível de servidor, mas em escala de clusters e data centers inteiros. Neste contexto, a Supermicro anuncia a disponibilidade em massa dos sistemas NVIDIA Blackwell Ultra, incluindo o HGX B300 e o GB300 NVL72. Mais do que novos servidores, essas soluções representam uma abordagem plug-and-play pré-validada, permitindo que organizações implementem fábricas de IA completas com rapidez, eficiência energética e escalabilidade garantida. Ignorar ou adiar a adoção dessa nova geração de infraestrutura pode resultar em riscos competitivos severos, como incapacidade de treinar modelos de IA de última geração, custos operacionais crescentes devido à ineficiência energética e atrasos críticos na disponibilização de novos produtos e serviços baseados em IA. Ao longo deste artigo, exploraremos os desafios estratégicos enfrentados por data centers modernos, as consequências da inação, os fundamentos técnicos do Blackwell Ultra, melhores práticas de implementação e como medir o sucesso de uma adoção bem-sucedida dessa infraestrutura de ponta. O Problema Estratégico: A complexidade das fábricas de IA Construir uma fábrica de IA moderna não é simplesmente adicionar mais servidores ou GPUs. Trata-se de orquestrar uma arquitetura de larga escala que combine computação, rede, armazenamento, resfriamento e software de forma integrada. Modelos com trilhões de parâmetros só são viáveis em infraestruturas com largura de banda extrema e eficiência energética incomparável. Para os líderes empresariais, o desafio vai além da tecnologia: envolve garantir previsibilidade de custos, aderência a cronogramas de implantação e mitigação de riscos operacionais. Uma infraestrutura mal projetada pode comprometer a competitividade de toda a organização. Consequências da Inação A decisão de não modernizar a infraestrutura para padrões como o Supermicro NVIDIA Blackwell Ultra pode gerar impactos diretos: Em primeiro lugar, há o risco de obsolescência tecnológica. Modelos de IA em escala exaflópica exigem densidade computacional que servidores tradicionais não conseguem entregar. Em segundo lugar, os custos de energia e refrigeração aumentam exponencialmente quando se tenta escalar sistemas antigos. A ausência de tecnologias como o resfriamento líquido direto (DLC-2) pode significar gastos até 40% maiores em eletricidade e uso de água, elevando o TCO e comprometendo metas de sustentabilidade. Por fim, empresas que atrasarem a adoção podem perder a janela estratégica de capturar mercados emergentes com soluções baseadas em IA avançada, ficando em desvantagem frente a concorrentes que já operam com fábricas de IA otimizadas. Fundamentos da Solução Blackwell Ultra A arquitetura Blackwell Ultra combina avanços de hardware e software para atender às necessidades de IA em escala. Em nível de sistema, os servidores HGX B300 e racks GB300 NVL72 suportam até 1400 W por GPU, oferecendo desempenho de inferência 50% superior com computação FP4 e 50% mais capacidade de memória HBM3e em relação à geração anterior NVIDIA Blackwell. A densidade computacional é notável: o GB300 NVL72 alcança 1,1 exaFLOPS de desempenho FP4 em escala de rack, enquanto o HGX B300 entrega até 144 petaFLOPS em configurações de 8U refrigeradas a ar ou 4U refrigeradas a líquido. Esses avanços só são possíveis graças à integração do portfólio completo da Supermicro com tecnologias como NVIDIA ConnectX-8 SuperNICs, redes InfiniBand Quantum-X800 e Spectrum-X Ethernet, garantindo até 800 Gb/s de largura de banda. Implementação Estratégica com DCBBS Um diferencial crítico da Supermicro está no Data Center Building Block Solutions® (DCBBS), que entrega não apenas o hardware, mas todo o ecossistema necessário para implantação rápida e confiável em data centers de missão crítica. O DCBBS inclui cabeamento de clusters, integração de energia, gerenciamento térmico e serviços de implantação no local. Esse modelo reduz significativamente o tempo de entrada em operação, eliminando a complexidade de validações isoladas de componentes. Além disso, a tecnologia DLC-2 de resfriamento líquido direto reduz até 40% o consumo de energia, 60% a área física ocupada e 40% o consumo de água, resultando em até 20% de redução no TCO — um ganho estratégico tanto em eficiência operacional quanto em sustentabilidade. Melhores Práticas Avançadas Escalabilidade Progressiva A adoção deve ser planejada em fases, começando por racks GB300 NVL72 isolados e evoluindo para clusters interconectados, garantindo que o investimento acompanhe a maturidade dos casos de uso de IA. Integração de Software A combinação de hardware e software é vital. As soluções Blackwell Ultra já vêm integradas com NVIDIA AI Enterprise, Blueprints e NIM, permitindo que workloads de treinamento, inferência e agentes de IA sejam otimizados desde o primeiro dia. Gestão de Energia e Sustentabilidade Implementar políticas de eficiência energética, alinhadas aos recursos de resfriamento avançado, não apenas reduz custos, mas também melhora o posicionamento corporativo em relação a compromissos ESG. Medição de Sucesso Avaliar a eficácia da implantação de sistemas Supermicro NVIDIA Blackwell Ultra requer métricas claras. Entre as principais estão: Desempenho computacional: FLOPS atingidos em workloads críticos. Eficiência energética: redução percentual no consumo de energia por GPU. Tempo de implantação: dias entre recebimento da solução e início operacional. Escalabilidade: capacidade de expansão modular sem reengenharia da infraestrutura. TCO: redução real de custos totais de propriedade ao longo de 3 a 5 anos. Esses indicadores permitem alinhar a adoção tecnológica com resultados tangíveis de negócio, traduzindo inovação em vantagem competitiva sustentável. Conclusão O lançamento dos sistemas Supermicro NVIDIA Blackwell Ultra marca um divisor de águas para organizações que buscam liderar a corrida da Inteligência Artificial. Com capacidade de entrega em escala exaflópica, eficiência energética sem precedentes e implantação plug-and-play, essas soluções se posicionam como o alicerce das fábricas de IA do futuro. Empresas que investirem agora terão não apenas ganhos de performance, mas também uma vantagem competitiva duradoura em custos operacionais, sustentabilidade e velocidade de inovação. O risco da inação é claro: ficar para trás em um mercado em rápida evolução. O próximo passo para organizações interessadas é avaliar a aderência da arquitetura Blackwell Ultra ao seu roadmap de IA, considerando não apenas os requisitos atuais, mas

Review NAS Asustor AS6706T

ASUSTOR Lockerstor 6 Gen2: NAS híbrido para desempenho, segurança e criatividade empresarial O Lockerstor 6 Gen2 (AS6706T) é mais do que um NAS: é uma plataforma de armazenamento híbrido que conecta alta performance técnica com demandas empresariais e criativas cada vez mais críticas. Combinando processadores Intel de última geração, conectividade 2.5GbE expansível a 10GbE, quatro slots M.2 e recursos avançados de segurança contra ransomware, o equipamento se posiciona como referência para empresas que precisam equilibrar performance, confiabilidade e colaboração moderna. Introdução: por que o Lockerstor 6 Gen2 importa no cenário atual O mundo corporativo e os criadores de conteúdo vivem hoje sob pressão constante: maior volume de dados, prazos mais curtos e necessidade crescente de colaboração remota. Ambientes de mídia e design, por exemplo, precisam editar vídeos em 4K e até 10-bit H.265 sem gargalos, enquanto departamentos de TI buscam garantir backup contínuo e resiliência contra ataques de ransomware. É nesse ponto que o ASUSTOR Lockerstor 6 Gen2 se diferencia. Ele foi projetado não apenas como um dispositivo de armazenamento em rede, mas como uma solução estratégica que une velocidade, elasticidade e segurança. Para empresas e profissionais que dependem do Adobe Creative Cloud ou de aplicações críticas de virtualização, o NAS oferece uma arquitetura pensada para eliminar gargalos, proteger dados sensíveis e viabilizar operações 24/7. A inação nesse contexto custa caro: perda de dados pode paralisar fluxos de trabalho criativos, enquanto infraestrutura lenta ou insegura compromete a competitividade. Este artigo analisa em profundidade como o Lockerstor 6 Gen2 endereça esses desafios com soluções técnicas e estratégicas. O problema estratégico: armazenamento sob pressão empresarial Tradicionalmente, os NAS foram vistos como simples repositórios centralizados. No entanto, no cenário atual, eles se tornaram pilares de produtividade. A dificuldade é que muitas soluções convencionais não acompanham a demanda moderna: a largura de banda do Gigabit Ethernet se mostra insuficiente, os discos rígidos sozinhos não conseguem lidar com cargas simultâneas e os riscos de ransomware atingem níveis alarmantes. No caso de equipes de mídia, como estúdios de vídeo ou agências criativas, a pressão é ainda maior: armazenar centenas de gigabytes de arquivos de edição, transcodificar material em 4K e colaborar em tempo real exige um sistema preparado para cargas intensivas e integrável com ferramentas como o Adobe Premiere ou o Final Cut Pro. Se a infraestrutura falhar, o atraso não é apenas técnico — ele se traduz em perda de clientes, reputação e receita.   Consequências da inação: riscos que comprometem a operação Ignorar os gargalos de armazenamento e colaboração tem consequências severas. Em termos técnicos, a falta de conectividade de alta velocidade cria filas de I/O que prejudicam a edição de mídia em tempo real. Do ponto de vista de segurança, a ausência de recursos como snapshots ou criptografia expõe a empresa a ataques de ransomware que podem inutilizar todo um projeto. No ambiente empresarial, o custo de inação vai além do dano técnico. O tempo perdido em transferências lentas ou restaurações manuais de arquivos pode comprometer contratos. Para negócios que operam em regime 24/7, qualquer downtime é inaceitável. O Lockerstor 6 Gen2 foi desenhado justamente para mitigar esses riscos, oferecendo desde hardware robusto até recursos de segurança nativa em nível de sistema operacional. Fundamentos da solução: arquitetura híbrida e desempenho avançado Processador Intel Jasper Lake Quad-Core No coração do Lockerstor 6 Gen2 está o Intel Celeron N5105, fabricado em 10 nm e oferecendo até 31% mais performance em relação à geração Gemini Lake. Com clock base de 2.0 GHz e turbo de 2.9 GHz, esse processador garante resposta ágil para cargas simultâneas de virtualização, transcodificação e colaboração em nuvem. Em termos práticos, significa poder editar e renderizar vídeos diretamente no NAS sem depender exclusivamente da estação de trabalho.   Expansibilidade com PCIe 3.0 Um dos diferenciais arquitetônicos é a presença de um slot PCIe 3.0 aberto, que permite instalar placas de rede 10GbE ou SSDs adicionais. Essa flexibilidade amplia horizontes tanto para empresas em crescimento quanto para criadores que lidam com grandes volumes de mídia. Ao suportar PCIe 3.0, o Lockerstor praticamente dobra a performance de SSDs em comparação ao PCIe 2.0, reduzindo gargalos em fluxos de leitura e escrita.   Quatro slots M.2 SSD A inclusão de quatro slots M.2 NVMe é uma resposta clara à demanda por caching avançado e performance híbrida. Aqui, a estratégia é permitir combinações: usar parte dos slots como cache para acelerar volumes HDD ou como repositórios primários de alta velocidade. Essa elasticidade traz cenários distintos, desde acelerar bancos de dados até criar volumes dedicados para edição de vídeo em tempo real.   Conectividade 2.5GbE com suporte a multicanal O Lockerstor 6 Gen2 conta com duas portas 2.5GbE, que, combinadas via SMB Multichannel, atingem até 590 MB/s de leitura e 562 MB/s de escrita em RAID 5, segundo testes de laboratório. Isso representa mais que o dobro do desempenho de redes Gigabit convencionais, abrindo espaço para fluxos simultâneos de backup, edição e colaboração. Além disso, com a possibilidade de instalar uma placa 10GbE, a escalabilidade acompanha a evolução da rede corporativa. Implementação estratégica: integração com fluxos de trabalho Integração com Adobe Creative Cloud O Lockerstor 6 Gen2 não é apenas compatível, mas oficialmente parceiro da Adobe para soluções de vídeo e áudio. Isso significa que fluxos de edição em Premiere ou After Effects podem ser diretamente conectados ao NAS, eliminando limitações do SSD local. Além disso, é possível sincronizar pastas locais do Creative Cloud com o NAS, garantindo backup automático e versionamento contínuo. Backup empresarial e nuvem híbrida O equipamento inclui centros dedicados para backup e sincronização: Snapshot Center, Cloud Backup Center e DataSync Center. Na prática, isso permite integrar nuvens como Amazon S3, Azure, Backblaze B2 e Dropbox, criando um ecossistema híbrido em que os dados ficam disponíveis localmente e remotamente. O uso do sistema de arquivos Btrfs habilita até 256 snapshots por volume, fortalecendo a resiliência contra falhas ou exclusões acidentais.   Virtualização e containerização Além de servir como storage, o Lockerstor 6 Gen2 suporta VMware, Citrix, Hyper-V e Docker, permitindo rodar ambientes de

Supermicro HGX B200 lidera benchmarks MLPerf 2025

Supermicro HGX B200 redefine o desempenho em benchmarks MLPerf 2025 Em abril de 2025, a Supermicro anunciou um marco importante para a indústria de inteligência artificial: seus sistemas baseados no NVIDIA HGX B200 conquistaram a liderança em diversos benchmarks do MLPerf Inference v5.0. Com ganhos de até três vezes na geração de tokens por segundo em comparação com a geração anterior de GPUs, a fabricante consolida sua posição como fornecedora estratégica de soluções de alto desempenho para cargas de trabalho críticas de IA, HPC e nuvem. Introdução A corrida pelo desempenho em inteligência artificial não é apenas uma competição tecnológica. No cenário empresarial atual, ela define a capacidade de organizações inovarem, reduzirem custos e manterem vantagem competitiva em setores cada vez mais dependentes de modelos de IA de larga escala. A Supermicro, em parceria estreita com a NVIDIA, apresentou resultados de benchmark que demonstram não apenas superioridade técnica, mas também impacto direto em eficiência operacional e escalabilidade. Ao superar a geração anterior de sistemas em até três vezes em cenários críticos, como os modelos Llama2-70B e Llama3.1-405B, a empresa envia uma mensagem clara: a infraestrutura de IA empresarial precisa estar preparada para a próxima onda de complexidade e demanda computacional. Neste artigo, analisaremos os resultados obtidos, os fundamentos técnicos das soluções HGX B200 e suas implicações estratégicas para empresas que buscam adotar ou expandir sua infraestrutura de IA. Problema Estratégico Modelos de linguagem e de geração de conteúdo vêm crescendo exponencialmente em tamanho e sofisticação. A cada nova versão, como os LLMs Llama3.1-405B ou arquiteturas Mixture of Experts (MoE), o volume de cálculos e a demanda por largura de banda aumentam de forma significativa. Isso cria um gargalo para organizações que dependem da inferência em tempo real e do treinamento contínuo desses modelos. A infraestrutura tradicional, baseada em gerações anteriores de GPUs, rapidamente se mostra insuficiente. Empresas enfrentam custos crescentes de energia, limitações físicas em datacenters e incapacidade de responder à velocidade exigida pelos negócios. O desafio não está apenas em ter mais GPUs, mas em integrá-las em sistemas capazes de sustentar cargas de trabalho massivas com eficiência térmica, densidade adequada e escalabilidade. Consequências da Inação Ignorar a evolução das arquiteturas de IA significa aceitar desvantagens competitivas profundas. Empresas que permanecem em sistemas defasados correm risco de: Perda de eficiência operacional: modelos que poderiam rodar em tempo real tornam-se lentos, comprometendo aplicações como análise preditiva, automação e atendimento inteligente. Custos crescentes: mais hardware e energia são necessários para tentar compensar a ineficiência, aumentando o TCO. Limitações em inovação: a impossibilidade de executar modelos de última geração limita a adoção de soluções avançadas de IA, como assistentes multimodais ou sistemas de decisão complexos. Riscos de compliance e segurança: atrasos na análise e resposta podem afetar desde a detecção de fraudes até o atendimento a normas regulatórias. Nesse contexto, investir em sistemas como o Supermicro HGX B200 não é apenas uma atualização tecnológica, mas uma decisão estratégica para garantir competitividade e resiliência. Fundamentos da Solução Arquitetura baseada no NVIDIA HGX B200 O núcleo da solução está na utilização da plataforma NVIDIA HGX B200, equipada com oito GPUs Blackwell de alto desempenho. Essa arquitetura permite que sistemas 4U e 10U ofereçam densidade máxima de processamento, mantendo eficiência térmica mesmo sob cargas de trabalho intensas. A Supermicro apresentou duas variantes principais: o sistema SYS-421GE-NBRT-LCC, com refrigeração líquida, e o SYS-A21GE-NBRT, com refrigeração a ar. Ambos demonstraram resultados equivalentes em desempenho nos testes do MLPerf, provando que a eficiência não está limitada apenas a soluções líquidas, mas pode ser atingida também em projetos avançados de refrigeração a ar. Benchmarks MLPerf v5.0 Os benchmarks de inferência da MLCommons são referência global em avaliação de desempenho para sistemas de IA. No caso do HGX B200, os resultados demonstraram: Mixtral 8x7B: até 129.047 tokens/segundo em modo servidor, liderança absoluta no mercado. Llama3.1-405B: mais de 1.500 tokens/segundo em cenários offline e mais de 1.000 em servidores com 8 GPUs. Llama2-70B: desempenho recorde entre fornecedores de nível 1, com mais de 62.000 tokens/s. Stable Diffusion XL: 28,92 consultas/segundo, consolidando a eficiência também em workloads de geração de imagens. Esses resultados, auditados e validados pela MLCommons, destacam não apenas a liderança da Supermicro, mas a reprodutibilidade e a confiabilidade dos sistemas apresentados. Tecnologia de Refrigeração Avançada A refrigeração é um dos pontos mais críticos na operação de sistemas de alta densidade. A Supermicro desenvolveu novas placas frias e uma unidade de distribuição de refrigerante (CDU) de 250 kW, dobrando a capacidade em relação à geração anterior no mesmo espaço 4U. Além disso, o design em escala de rack com coletores verticais de distribuição (CDM) libera espaço valioso. Isso possibilita instalar até 12 sistemas com 96 GPUs Blackwell em apenas 52U, um avanço significativo em densidade computacional sem comprometer a estabilidade térmica. No caso da versão 10U refrigerada a ar, o chassi foi redesenhado para suportar GPUs de 1000 W, garantindo desempenho equivalente ao dos sistemas líquidos. Essa flexibilidade permite que clientes escolham a solução mais adequada à sua infraestrutura de datacenter. Implementação Estratégica Implementar sistemas baseados no HGX B200 exige uma visão estratégica que vá além da simples substituição de hardware. A integração deve considerar desde a preparação da infraestrutura elétrica e de refrigeração até a adequação das aplicações empresariais que serão aceleradas. O modelo de blocos de construção da Supermicro facilita esse processo, permitindo que organizações configurem sistemas sob medida para workloads específicos, seja para inferência em tempo real, seja para treinamento distribuído de larga escala. Outro ponto crítico é a interoperabilidade. Os sistemas HGX B200 foram projetados para funcionar em conjunto com soluções de rede, armazenamento e CPUs já existentes, garantindo que empresas possam evoluir suas arquiteturas de forma progressiva, sem a necessidade de substituição completa. Melhores Práticas Avançadas A experiência prática com sistemas de grande porte revela algumas práticas essenciais para maximizar o valor do investimento: Equilíbrio entre refrigeração e densidade: avaliar cuidadosamente a escolha entre refrigeração líquida e a ar, considerando TCO, manutenção e espaço físico disponível. Escalabilidade modular: adotar racks com múltiplos sistemas HGX B200,

Resfriamento líquido DLC-2 reduz custos em data centers

  DLC-2 Supermicro: resfriamento líquido estratégico para eficiência em data centers Introdução O crescimento exponencial da inteligência artificial (IA), da computação de alto desempenho (HPC) e da nuvem corporativa está pressionando os data centers globais a revisarem sua arquitetura energética e de resfriamento. A densidade computacional por rack aumentou drasticamente, impulsionada por GPUs de última geração como a NVIDIA Blackwell e CPUs Intel Xeon 6. Nesse cenário, métodos tradicionais de resfriamento a ar começam a atingir limites físicos e econômicos. É nesse contexto que a Supermicro apresenta o DLC-2, sua solução de resfriamento líquido direto projetada para otimizar eficiência, reduzir custos e possibilitar a operação de data centers de IA com densidades sem precedentes. Segundo a empresa, o DLC-2 pode cortar até 40% do consumo de energia e diminuir o TCO em até 20%, transformando não apenas a operação técnica, mas também a estratégia financeira das organizações. A inação frente a essas mudanças acarreta riscos graves: desde custos crescentes com eletricidade e água até perda de competitividade frente a concorrentes que adotarem soluções mais eficientes. Ao longo deste artigo, analisaremos em profundidade o problema estratégico do resfriamento em data centers modernos, as consequências de não agir, os fundamentos técnicos do DLC-2, as práticas de implementação e as métricas para medir o sucesso dessa transição. O problema estratégico do resfriamento em data centers A indústria de data centers vive um dilema: suportar cargas cada vez mais intensivas em computação sem comprometer sustentabilidade e custos. A chegada de arquiteturas como NVIDIA HGX B200, que integra oito GPUs de alto desempenho em apenas 4U de rack, pressiona drasticamente os limites térmicos das instalações. O resfriamento a ar, tradicionalmente utilizado, enfrenta limitações claras. Ventiladores de alta velocidade consomem grande quantidade de energia e geram ruído significativo, frequentemente acima de 80 dB. Além disso, a necessidade de chillers de água gelada implica consumo adicional de energia elétrica e de recursos hídricos, agravando a pegada ambiental e elevando o custo operacional. Do ponto de vista estratégico, organizações que permanecem dependentes de sistemas de resfriamento a ar podem enfrentar gargalos de expansão, já que a infraestrutura não suportará novos racks otimizados para IA. Isso se traduz em barreiras para crescimento de negócios digitais, aumento de OPEX e dificuldade em alinhar operações com metas de ESG. Consequências da inação Ignorar a transição para tecnologias de resfriamento líquido implica não apenas custos mais altos, mas também riscos competitivos severos. A Supermicro estima que até 30% dos novos data centers em breve dependerão de soluções líquidas, criando uma diferença de eficiência entre adotantes e retardatários. Do ponto de vista econômico, continuar investindo em sistemas de refrigeração a ar pode significar até 40% de consumo energético adicional em comparação ao DLC-2. No longo prazo, essa diferença impacta diretamente o TCO, reduzindo margens e comprometendo investimentos em inovação. Além disso, há o risco de indisponibilidade operacional, já que racks de alta densidade podem simplesmente não funcionar em condições térmicas inadequadas. Outro ponto crítico é a sustentabilidade. Governos e investidores estão cada vez mais atentos ao uso de água e energia. Data centers que não reduzem sua pegada ambiental podem enfrentar barreiras regulatórias, perda de incentivos fiscais e danos reputacionais junto a clientes corporativos sensíveis a ESG. Fundamentos da solução DLC-2 O DLC-2 da Supermicro foi concebido como uma resposta arquitetônica aos desafios citados. Trata-se de uma solução de resfriamento líquido direto capaz de capturar até 98% do calor gerado em um rack de servidores. Essa eficiência deriva do uso de placas frias que cobrem não apenas CPUs e GPUs, mas também memória, switches PCIe e reguladores de tensão. O sistema suporta temperaturas de entrada de líquido de até 45 °C, o que elimina a necessidade de chillers de água gelada. Isso se traduz em até 40% de economia no consumo de água, além de reduzir investimentos em compressores e equipamentos auxiliares. Outro benefício direto é a diminuição do número e da velocidade dos ventiladores, levando a níveis de ruído em torno de 50 dB – comparável a uma conversa normal, contra ruídos agressivos de data centers refrigerados a ar. A arquitetura é complementada por uma Unidade de Distribuição de Refrigerante (CDU) com capacidade de remover até 250 kW de calor por rack, além de coletores de distribuição vertical (CDMs), que otimizam a circulação do líquido entre servidores. O resultado é uma solução modular, escalável e adaptada para suportar clusters inteiros de IA e HPC. Implementação estratégica em data centers corporativos A adoção do DLC-2 não deve ser vista apenas como substituição técnica de ventiladores por líquido refrigerante. Trata-se de uma transformação estratégica que impacta desde o design do data center até sua operação diária. Empresas que buscam implementar a solução devem considerar três aspectos fundamentais: planejamento térmico, integração de infraestrutura e governança operacional. Planejamento térmico e arquitetônico O primeiro passo é revisar a arquitetura física do data center. A possibilidade de operar com líquido a 45 °C de entrada significa que a infraestrutura pode ser instalada em regiões com variação climática mais ampla, sem depender de resfriadores caros. Essa flexibilidade reduz CAPEX inicial e amplia o leque de locais viáveis para novas instalações. Integração de servidores e racks O DLC-2 está alinhado a servidores otimizados, como os modelos Supermicro 4U com oito GPUs NVIDIA Blackwell e CPUs Intel Xeon 6. Isso exige que equipes de TI planejem a densidade computacional por rack com cuidado, aproveitando ao máximo o espaço físico liberado pela redução de equipamentos de refrigeração a ar. Governança e operação contínua Outro fator estratégico é o gerenciamento integrado via SuperCloud Composer, que permite orquestrar clusters refrigerados a líquido com visibilidade em nível de data center. Esse recurso garante não apenas eficiência operacional, mas também conformidade com políticas de segurança, auditoria e compliance ambiental. Melhores práticas avançadas A experiência prática mostra que a adoção bem-sucedida do resfriamento líquido depende de um conjunto de melhores práticas. O uso de torres de resfriamento híbridas, por exemplo, combina elementos de torres secas e de água, proporcionando eficiência adicional em locais com grande variação

Review NAS Qnap TVS-472XT

TVS-472XT: NAS de alto desempenho com 10GbE, Thunderbolt™ 3 e SSD M.2 para empresas Introdução O NAS TVS-472XT surge como uma solução estratégica para empresas que demandam alta performance, flexibilidade de conectividade e escalabilidade de armazenamento. Equipado com processadores Intel® Pentium® Gold ou Core™ i3/i5 de 8.ª geração, o TVS-472XT se posiciona como um aliado crítico para fluxos de trabalho intensivos, como edição de vídeo 4K em tempo real e operações corporativas de virtualização. As organizações enfrentam desafios significativos relacionados à transferência de grandes volumes de dados, à necessidade de colaboração em tempo real e à proteção de dados corporativos. Implementações inadequadas podem resultar em atrasos operacionais, gargalos de desempenho e riscos de segurança. Este artigo explora detalhadamente as capacidades técnicas do TVS-472XT, oferecendo uma análise completa das suas funcionalidades, implementação estratégica, melhores práticas e métricas de sucesso, proporcionando uma visão prática e estratégica para decisões corporativas. Desenvolvimento Problema Estratégico Empresas que lidam com grandes volumes de dados multimídia ou ambientes de virtualização enfrentam frequentemente limitações de largura de banda, latência elevada e ineficiência no gerenciamento de armazenamento. Sistemas NAS convencionais podem não suportar transferências rápidas entre múltiplos dispositivos ou fluxos de edição simultâneos, impactando diretamente a produtividade e competitividade. No contexto corporativo, atrasos na transferência de arquivos 4K ou instabilidades em ambientes de virtualização podem gerar custos ocultos, incluindo horas extras, atrasos em projetos críticos e risco de perda de dados. Portanto, a escolha de um NAS como o TVS-472XT deve ser analisada sob a perspectiva do desempenho, escalabilidade e segurança. Consequências da Inação Não adotar soluções de alto desempenho como o TVS-472XT pode resultar em gargalos críticos em operações de dados. A ineficiência no acesso a arquivos, limitações na virtualização e falhas de backup podem levar a downtime, atrasos em projetos de multimídia e risco elevado de perda de dados por falhas ou ataques de malware. Além disso, equipes colaborativas que dependem de edição de vídeo ou compartilhamento de arquivos 10GbE podem experimentar interrupções constantes, impactando a qualidade final dos produtos e a agilidade do negócio. Fundamentos da Solução O TVS-472XT combina hardware de alto desempenho com conectividade avançada: portas 10GBASE-T de cinco velocidades, Thunderbolt™ 3, slots PCIe para SSD M.2 NVMe e placas gráficas. Esses recursos permitem acelerar o processamento de dados, aumentar o throughput e oferecer baixa latência, fundamentais para cargas de trabalho críticas de edição multimídia, virtualização e backup corporativo. O suporte a SSD M.2 PCIe e a tecnologia Qtier™ 2.0 garantem eficiência de armazenamento, transferindo automaticamente dados entre SSDs e HDDs conforme a frequência de acesso. Associado ao superprovisionamento de SSD, o NAS oferece desempenho de gravação aleatória comparável a soluções de nível empresarial. A integração do QTS ou QuTS hero fornece flexibilidade entre um sistema baseado em SSD/HDD híbrido (QTS) ou ZFS com integridade e redução de dados (QuTS hero), permitindo que empresas adaptem o ambiente às necessidades específicas de proteção, compressão e deduplicação de dados. Implementação Estratégica Para maximizar o desempenho, recomenda-se a configuração de RAID com SSDs para cache e armazenamento principal, complementado por slots PCIe para expansão de GPU ou adaptadores de rede 10/40GbE. O uso de Thunderbolt™ 3 permite colaboração de dispositivos Mac e Windows simultaneamente, otimizando fluxos de trabalho criativos e compartilhamento de arquivos O planejamento de backups deve incorporar Hybrid Backup Sync e instantâneos de volume/LUN, garantindo proteção contra exclusão acidental e ransomware. Para ambientes virtualizados, o Hyper Data Protector oferece backup incremental e deduplicação global para VMware® e Hyper-V®, assegurando alta disponibilidade. Melhores Práticas Avançadas Empresas podem otimizar o TVS-472XT utilizando cache SSD M.2 para acelerar IOPS e reduzir latência, enquanto a tecnologia Qtier automatiza o gerenciamento de dados entre diferentes camadas de armazenamento. A instalação de GPUs expande capacidades de processamento paralelo e permite pass-through para VMs, melhorando performance em tarefas de GPGPU. A configuração de SAN Fibre Channel através de placas compatíveis oferece soluções econômicas para ambientes de armazenamento corporativos que exigem alta disponibilidade, redundância e segurança. O gerenciamento de redes físicas e virtuais permite a alocação eficiente de recursos, garantindo desempenho consistente em ambientes de múltiplos usuários.   Medição de Sucesso Métricas de desempenho devem incluir taxas de transferência de arquivos em 10GbE e Thunderbolt™ 3, latência média em operações de IOPS, desempenho de transcodificação em tempo real e tempo de recuperação de backups. Indicadores de integridade, como status de RAID, utilização de cache SSD e efetividade do Qtier, devem ser monitorados para garantir operação confiável e contínua. A eficiência do backup de VMs e recuperação de desastres deve ser avaliada periodicamente através de testes de restauração e simulações de falhas, assegurando que os fluxos de trabalho críticos corporativos não sejam interrompidos. Conclusão O NAS TVS-472XT representa uma solução completa para empresas que necessitam de alto desempenho, flexibilidade e segurança. Sua combinação de 10GbE, Thunderbolt™ 3, slots PCIe para SSD M.2 e suporte a GPU possibilita operações rápidas de edição multimídia, virtualização eficiente e backup confiável. Ao implementar o TVS-472XT com práticas recomendadas — incluindo RAID SSD, Qtier, HBS3 e integração a ambientes SAN — as organizações podem reduzir riscos, aumentar a produtividade e melhorar a colaboração entre equipes. A escolha entre QTS e QuTS hero deve ser baseada em necessidades específicas de proteção de dados e desempenho. Com métricas claras de sucesso e monitoramento contínuo, o TVS-472XT oferece um ecossistema escalável e seguro, capaz de evoluir conforme o crescimento da empresa e das demandas de armazenamento corporativo.  

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